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Minho: Numa aldeia remota da Indonésia canta-se e dança-se… o Vira! – Sabe porquê?

2 Junho, 2021 - 12:54

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Imagine-se do outro lado do mundo. A muitos quilómetros de distância do Minho, numa aldeia remota chamada Tugu, na Indonésia profunda. E de repente vê um conjunto de pessoas a dançar… o Vira do Minho. E não são minhotos.

De acordo com o VortexMag, isso é a prova de que a herança portuguesa – após muitos séculos – ainda se mantém incrivelmente viva naquela região.

Conta aquele portal que em 1641, os holandeses conquistaram Malaca, na Indonésia, a Portugal, escravizando os sobreviventes portugueses e os seus descendentes.

Alguns destes escravos foram levados para Jacarta, que foi rebatizada pelos holandeses com o nome de Batavia (nome que os romanos tinham dado à Holanda). Batavia tornou-se o centro de atividades da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Aos escravos portugueses vindos de Malaca, juntaram-se outros portugueses e descendentes, vindos da Índia, Ceilão e de outros destinos.

Em Batavia, os holandeses tentaram ao máximo apagar as tradições portuguesas destes escravos, fazendo-os adotar nomes holandeses ou com sonoridade holandesa, e forçando-os a trocar o catolicismo pelo calvinismo. Estes escravos foram obrigados a viver num pequeno pedaço de terra situado a 10km do centro de Batavia, a que deram o nome de Tugu (Toegoe, em holandês), e que hoje se chama Kampung Tugu.

Estes escravos foram libertados em 1661, passando a ser chamados de Mardijker, palavra que significa “libertos”. Curiosamente, é desta palavra que deriva a palavra indonésia para liberdade: merdeka.

Apesar dos esforços holandeses, esta população conservou vários vestígios da sua herança portuguesa até aos nossos dias. Trezentos e setenta anos depois de os laços com o nosso país se terem cortado, a população ainda acarinha Portugal, um país do outro lado do mundo, mas que muitos consideram como seu. 

A VortexMag avisa que não é fácil chegar a Tugu, a nordeste de Jacarta, capital da Indonésia. “Mesmo ao fim-de-semana, o trânsito que liga à aldeia é caótico, devido à proximidade do porto de Tanjung Priok, o principal do país, com cerca de 430 hectares”, refere o portal.

“Apesar dos inúmeros camiões que entopem a estrada principal, sente-se uma tranquilidade ao chegar a Tugu, um ex-líbris de Portugal. Junto ao cemitério e à igreja branca datada do século XVII, há um espaço aberto e arvoredo que lembra o centro de algumas aldeias portuguesas, até pelos idosos que por ali vão deixando cair o tempo”, diz ainda a VortexMag.

 

Veja o vídeo:

 

[Fotografias: DR]

 

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