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Valença

Valença: “Valeu a pena fazer 667 quilómetros para ver isto”

13 Agosto, 2022 - 11:45

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Hybrid Theory em Valença.

“Na realidade, nós iniciamos este projeto com um fim que não está a ser nada daquilo que estávamos à espera”. A confissão foi feita à Rádio Vale do Minho por Ivo Rosário [na foto superior], vocalista dos badalados Hybrid Theory que esta sexta-feira deram em Valença um concerto “impressionante”, nas palavras de muitos dos que viram.

 

Os Hybrid Theory, recorde-se, são uma banda tributo aos Linkin Park. Têm-se destacado pelas atuações, pelo rigor e até pelas parecenças físicas com os elementos da banda original. 

 

São formados por Miguel Martins, de 38 anos, que encarna o papel de Brad Delson na banda, o guitarrista. Faz-se acompanhar de Ivo Rosário, 30, vocalista e sósia de Chester Bennington; Pedro Paixão, 37, vocalista e rapper como Mike Shinoda; Nuno Bernardo, 37, baixista; Diogo Neuparth, 33, baterista e Daniel Pimenta, o DJ de 39 anos.

 

Por onde passam, deixam até os mais críticos completamente boquiabertos.

 

Antes do espetáculo, receberam em exclusivo a Rádio Vale do Minho nos camarins. 

 

 

Sem vaidades

De uma humildade extrema, sorridentes e sem basófias, os Hybrid Theory colocaram-nos logo cerveja à mesa. “Todas as bandas fossem assim”, dizemos nós.

 

“Começamos no final de 2017. A ideia inicial era juntar algum dinheiro para poder gravar qualquer coisinha para a nossa banda de originais”, contou Ivo com uma gargalhada.

 

No entanto, algo aconteceu. “A malta começou a aderir tanto, que nós não conseguimos parar. Ganhamos cada vez mais gosto por aquilo que estávamos e estamos a fazer”.

 

 

Para além da perfeição na interpretação das músicas, praticamente todos os elementos da banda são fisicamente muito parecidos com os membros dos Linkin Park originais.

 

 

“Somos uma banda tributo… não uma banda de covers

Pragmático, o guitarrista rejeita imediatamente o termo de banda cover.

 

“Não somos uma banda de covers. Somos uma banda tributo. Os primeiros tocam músicas de um determinado artista à maneira deles. Uma banda tributo toca fielmente o que ali está sem inventar”, realçou Miguel Martins. “Sem estragar!”, exclamou.

 

Quanto às parecenças físicas e penteados, Ivo Rosário sorri e diz que não passa de uma feliz coincidência.

 

“Eu já rapava o cabelo antes do Chester ter falecido e muito antes sequer de pensar criar esta banda”, contou.

 

Em Valença, e à semelhança do que acontece pelo país todo e além-fronteiras, os Hybrid Theory arrasaram. Perante uma multidão imensa, no Campo da Feira, não defraudaram expetativas e encheram o coração até aos fãs mais exigentes dos Linkin Park.

 

 

A interpretação do tema New Divide, em Valença

 

 

“Valeu a pena ter feito estes 667 quilómetros para ver isto”, disse Ivo Rosário em cima do palco logo a iniciar o concerto, para grande euforia do público.

 

Mas até onde podem ir estes rapazes portugueses?

 

“Até onde nos deixarem, nós vamos”, concluiu prontamente o vocalista.

 

 

 

[Fotografias capa: Rádio Vale do Minho]

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