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Valença: Tensão à porta da escola – Cordão humano termina em troca acesa de palavras

22 Outubro, 2019 - 11:29

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Várias centenas de pessoas de toda a comunidade escolar da EB 2,3/S Valença participaram durante a manhã desta terça-feira num cordão humano contra agressões a profissionais da educação. Uma iniciativa que surgiu na sequência dos episódios ocorridos na semana passada em que professores e auxiliares terão sido agredidos pelo pai de uma aluna.

A iniciativa contou com a presença de vários representantes do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) que já tinha manifestado repúdio pelos atos de violência ocorridos naquele espaço. “Desde o primeiro momento que o SPN se solidarizou com os colegas. Viemos aqui manifestar repúdio por todas estas situações. A escola pública é de todos e para todos”, disse aos jornalistas a representante daquele sindicato, Conceição Nande.

“A escola pública é um bem precioso que temos de preservar. Urge tomar medidas para que a escola seja um espaço de valor onde todos convivam como deve ser”, acrescentou.

No entanto, a comunidade local de etnia cigana avançou à mesmo hora com uma contra manifestação. Com faixas e palavras de ordem, acusam a escola de “racismo”. Questionado por um dos jornalistas sobre se a violência é solução, um dos elementos deu resposta pronta. “Se não defendemos o que é nosso, quem vai defender?”

Ao longo do cordão humano, os vários pais e encarregados de educação mostravam-se preocupados com o ambiente que se tem vivido naquele estabelecimento escolar. “O ambiente tem vindo a degradar-se com situações como estas. Há muitas crianças que não acatam regras. Não têm educação em casa e os professores estão a sentir-se naturalmente cada vez mais impotentes”, lamentou uma das mães aos jornalistas. “Não podem dar as aulas em condições. Terão de existir mais sanções perante as faltas de respeito”, defendeu.

Apesar do clima de grande tensão gerado, a GNR manteve constante presença. Foi acalmando os ânimos sempre que se registavam trocas de palavras mais acesas. As manifestações desmobilizaram ao fim de cerca de uma hora.

 

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