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Valença

Valença: Carpinteira determinado em elevar Lanço da Cruz a Património Imaterial

18 Abril, 2022 - 22:23

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Páscoa.

O presidente da Câmara Municipal de Valença, José Manuel Carpinteira, voltou a reiterar este domingo – aos microfones da Rádio Vale do Minho – a intenção do Município em elevar a tradição do Lanço da Cruz elevado a Património Imaterial de Portugal e transfronteiriço.

 

O autarca já tinha mostrado essa intenção em novembro do ano passado. Esta segunda-feira, no regresso da tradição após suspensa dois anos devido à COVID-19, Carpinteira mostrou-se determinado.

 

“Estamos a trabalhar para elevar este evento a Património Imaterial de Portugal. Queremos registá-lo por esta confraternização de povos nesta segunda-feira de Páscoa. Estamos a recolher toda a informação possível e o dia de hoje, com toda esta gente, foi importante para consolidar esta candidatura”, disse Carpinteira à Rádio Vale do Minho.

 

Centenas de pessoas acorreram esta segunda-feira ao Parque Natural da Senhora da Cabeça, em Valença, para assistir ao regresso das tradicionais cerimónias do Lanço da Cruz. Estavam suspensas há dois anos devido à pandemia da COVID-19. 

 

O ritual cumpriu-se mas, cumprindo as orientações sanitárias ainda em vigor, o povo não pôde ainda beijar a cruz. Apenas uma vénia à passagem. Mesmo assim, grande alegria neste regresso de uma tradição da qual as gentes de um lado e do outro do rio Minho tinham saudades.

 

Trata-se de uma tradição luso-galaica, com séculos de existência, repete-se todos os anos à segunda-feira de Páscoa, no Parque Natural da Senhora da Cabeça, em Cristelo Côvo, junto ao rio Minho. É ponto de confluência de milhares de peregrinos de todo o Noroeste Peninsular.

 

Ao entardecer, pelas 17h00, depois da visita pascal à freguesia de Cristelo-Côvo (Valença), o pároco, devidamente paramentado e com uma cruz ornamentada, entra num barco de pesca e dirige-se até à margem espanhola onde dá a cruz a beijar aos paroquianos da outra margem.

 

Durante esse período são lançadas, pelos pescadores as redes benzidas ao rio. Todo o peixe que sair no lance é para o pároco. Entretanto com o pároco português regressa, no barco, o pároco de Sobrado – Torron, concelho de Tomiño (Galiza), dando a cruz a beijar aos peregrinos que aguardam junto ao rio, na margem portuguesa.

 

Várias embarcações portuguesas e galegas acompanham este compasso pascal, numa autêntica procissão fluvial, nas águas do Minho.

 

 

[Fotografia: Município Valença]

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