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Valença

Valença: Carpinteira quer Lanço da Cruz e Feira dos Santos elevados a Património Imaterial

25 Novembro, 2021 - 14:35

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Pretensão foi apresentada esta quinta-feira durante o encontro internacional.

O presidente da Câmara Municipal de Valença, José Manuel Carpinteira, quer ver o Lanço da Cruz e a Feira dos Santos elevados a Património Imaterial de Portugal e transfronteiriço. A pretensão foi apresentada esta quinta-feira, na Escola Superior de Ciências Empresariais de Valença, durante o encontro internacional intitulado A Cultura Imaterial como Elemento de Desenvolvimento Local – o Património Cultural Imaterial desde o Minho Transfronteiriço.

 

Este encontro, com representantes de vários países europeus, pretende ser um espaço de intercâmbio e debate sobre as boas práticas na valorização do património imaterial.

 

“A Feira dos Santos de Cerdal é mais que uma feira”, realçou Carpinteira. “É um ponto de encontro secular de culturas do norte de Portugal e da Galiza e um referente do património imaterial transfronteiriço”.

 

Já sobre o Lanço da Cruz, o edil valenciano defende a sua classificação “por ser uma das mais emblemáticas e genuínas tradições da Páscoa, envolvendo as comunidades de Valença e Tomiño”.

A tradição luso-galaica, com séculos de existência, repete-se todos os anos à segunda-feira de Páscoa, no Parque Natural da Senhora da Cabeça, em Cristelo Côvo, junto ao rio Minho. É ponto de confluência de milhares de peregrinos de todo o Noroeste Peninsular.

 

Ao entardecer, depois da visita pascal, à freguesia de Cristelo-Côvo (Valença), o pároco, devidamente paramentado e com uma cruz ornamentada, entra num barco de pesca e dirige-se até à margem espanhola onde dá a cruz a beijar aos paroquianos da outra margem. Durante esse período são lançadas, pelos pescadores as redes benzidas ao rio.

 

Todo o peixe que sair no lance é para o pároco. Entretanto com o pároco português regressa, no barco, o pároco de Sobrado – Torron, concelho de Tomiño (Galiza), dando a cruz a beijar aos peregrinos que aguardam junto ao rio, na margem portuguesa. Várias embarcações portuguesas e galegas acompanham este compasso pascal, numa autêntica procissão fluvial, nas águas do Minho.

 

No encontro o presidente da AECT Rio Minho, Rui Teixeira defendeu o papel da AECT como um agente dinamizador na valorização e potencialização desta região transfronteiriça.

 

O representante de Portugal na UNESCO, António Sampaio da Nóvoa lembrou que nasceu em Valença, “onde a fronteira e as pontes são pontos de encontro, de culturas abertas desta humanidade comum”. 

 

 

[Fotografia: Arquivo/DR]

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