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Ponte de Lima

P. Lima: Tudo sobre ‘misterioso’ peregrino belga! – Tem uma enorme fixação por autorretratos

18 Fevereiro, 2022 - 23:14

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Artista peregrino passou pelo Albergue de Peregrinos de Ponte de Lima.

A notícia do misterioso peregrino belga que fez uma obra de arte em tempo recorde num albergue de Ponte de Lima acabou por ganhar dimensão nacional. No entanto, o nome do artista passou ao lado de muitos.

 

Afinal, quem é este homem? Onde foi ele buscar tanto talento para desenhar a paisagem limiana em “poucas horas”?

 

Estamos a falar, nada mais nada menos, do que o conceituado artista Marinus Van Nistelrooy.

 

Por cá menos conhecido, mas um nome de referência e sobejamente reconhecido na área da pintura. Tanto no seu país de origem como em vários ao redor. 

 

O seu trabalho é regularmente referenciado pela imprensa belga e não várias vezes por jornais de nações vizinhas. Tornou-se conhecido pelas centenas de autorretratos que já fez.

 

Segundo contou em 2016 o jornal belga Het Nieuwsblad, Marinus van Nistelrooy, atualmente com 69 anos, começou a dedicar-se à pintura há cerca de 25 anos. Diz ter começado pelos autorretratos.

 

“Na altura não encontrei muitos modelos”, justificou. “Às vezes pintava a minha família, mas cansei-me disso”, afirmou.

 

 

Mais de 400 autorretratos!

Insistiu nos autorretratos e hoje (imagine-se) tem mais de 400. Sim… leu bem! Quatrocentos.

 

Uma parte dessa coleção (cerca de metade) chegou nesse ano de 2016 a estar exposta ao público no seu ateliê onde podem ser vistos.

 

Esta fixação pelo próprio rosto, contou ainda àquele jornal, levou a que outros fizessem juízos de valor.

 

“Acham que me considero importante, mas não sou. Eu apenas pinto autorretratos. Uma selfie é socialmente aceitável mas autorretratos provocam críticas”, lamentou.

 

 

Marinus Van Nistelrooy tem uma fixação por pintar o próprio rosto [créditos: jornal Het Niewsblad]

 

 

 


A imprensa holandesa, nomeadamente o jornal Brabants Dagblad chama-lhe um “peregrino solitário artístico”.

 

 

Mulher recuperou de doença… e iniciou as peregrinações para agradecer

Ainda ao jornal Brabants Dagblad, o artista conta que chegou a ter um café no pequeno município holandês de Lith. Vendeu o estabelecimento em 1995 e foi aí que começou a peregrinar pelo mundo “em agradecimento pela recuperação” da esposa, Tonnie.

 

O autorretrato era mesmo uma fixação. “As pessoas achavam que eu era louco. Mas eu sabia bem o que queria… fazer autorretratos. Todos diferentes em cor, composição, material e tamanho. E todos com a sua própria emoção: tristeza, nostalgia, felicidade…”, disse.

 

Acaba por concluir que a pintura “é um jogo sem regras”.

 

 

[Fotografia capa: jornal Het Niewsblad]

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