Chama-se A Vastidão da Noite Clara. Tem assinatura de Sara Pereira Fernandes, natural de Paredes de Coura. Vai para o 5º ano do curso de Medicina, na Universidade de Coimbra. É o primeiro livro desta jovem que sempre gostou de escrever.
“Escrever sempre fez parte de mim e surgiu de forma muito natural. Pretendo, sem dúvida, continuar a escrever, mesmo exercendo uma profissão exigente e desgastante. Para mim, escrever não é um trabalho, mas um prazer. É um refúgio que me traz calma, descanso e me permite desligar da rotina”, disse.
Sobre a história, a autora conta que a inspiração surgiu “num sonho”.
“E digo sonho no sentido literal da palavra, não de um objetivo que se pretende alcançar, embora também tenha muitos desses. Sonhei que estava rodeada por pessoas com marcas douradas à volta do pescoço e, por alguma razão, todas pareciam assustadas”, contou.
“Essa imagem ficou comigo e despertou a minha curiosidade. A partir daí, comecei a imaginar quem eram aquelas pessoas, o significado das marcas e o motivo do medo. Foi assim que a história começou a ganhar forma e a crescer até se tornar o livro que é hoje”.

[crédito fotografia: Cecília Pereira / Grupo FB Terra Amada]
O leitor irá assim mergulhar numa luta contra a discriminação e o preconceito de uma ditadura que marginaliza aqueles que têm as “marcas”. E também há uma “casa dominante” a governar: os Magna.
Perante uma sala repleta, Sara Fernandes assegurou que não pretende ficar-se só por este livro. Há mais no forno: pelo menos dois.

[crédito fotografia: Cecília Pereira / Grupo FB Terra Amada]

[crédito fotografia: Cecília Pereira / Grupo FB Terra Amada]
“Este é o primeiro livro que publico. No entanto, não foi o primeiro projeto que comecei a escrever. Aos 16/17 anos iniciei dois projetos, o primeiro já publicado, o outro continua em desenvolvimento e espero terminá-lo até ao final do meu curso. Mais recentemente, aos 21 anos, comecei um novo projeto, que também tenciono publicar. Assim, o meu objetivo é publicar três livros: este já publicado escrito aos 16/17 anos, outro iniciado aos 21 e por fim um projeto escrito entre esses dois momentos (dos 16/17 anos aos 21)”, concluiu.
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