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Legislativas: Brandão Rodrigues e Abreu Amorim reduziram batalha a duelo

16 Setembro, 2015 - 01:17

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Debate televisivo no Porto Canal com os quatro principais cabeças-de-lista pelo distrito de Viana do Castelo foi dominado por ‘troca de galhardetes’ entre candidatos do PSD/CDS-PP e PS.

“Mas o debate é só a dois?”, perguntava Ilda Figueiredo, cabeça de lista pela CDU. “Mas eu posso meter uma colherada ou não?”, questionava Jorge Teixeira, cabeça-de-lista pelo Bloco de Esquerda. E não era para menos. Desde o primeiro minuto que os candidatos pelo PSD/CDS-PP, Carlos Abreu Amorim, e pelo PS, Tiago Brandão Rodrigues, mostraram quem viam ali como o verdadeiro adversário a abater. Nos estúdios do Porto Canal, marcaram terreno e criaram fronteiras entre quem joga num e noutro ‘campeonato’.
Os ‘chega para lá’ entre Carlos Abreu Amorim e Tiago Brandão Rodrigues foram madrugadores. “Nós, com todo o esforço que foi feito para reabilitar o país e para retirar o país da bancarrota, para atingir um caminho em que Portugal passaria a ter novamente a sua autonomia plena para tomar decisões” teve de conquistar “o grande objetivo: vencer a bancarrota em que o Partido Socialista nos deixou em 2011; cumprir com êxito o memorando da troika; livrarmo-nos da troika e podermos ser responsáveis pelas nossas próprias decisões. E conseguimos”, sublinhou o candidato pela coligação ‘Portugal à Frente’. No imediato, o candidato socialista respondeu e lembrou que “a casa estava a arder. Os ‘bombeiros’ principais que deveriam ir lá apagar os incêndios – que era o Governo desta coligação – não o fez. A austeridade e o empobrecimento fizeram mossa à sociedade portuguesa e em particular aos alto-minhotos”, considerou.

Acessibilidades em discussão

As acessibilidades no distrito de Viana do Castelo foi outro dos grandes temas deste debate. As ligações de Paredes de Coura à A3 e de Valença à A28 foram colocadas em cima da mesa. A cabeça-de-lista pela CDU realçou que “naquela zona há de facto troços que são fundamentais e que andam a ser adiados sucessivamente. Estamos a falar de Caminha/Valença e estamos a falar para Paredes de Coura. Estas ligações são fundamentais… mas sem portagens”.
Do lado do Bloco de Esquerda, Jorge Teixeira deu especial destaque ao estado obsoleto em que se encontra a Linha do Minho. “A ferrovia é absolutamente fundamental. Eu não sei qual é a estratégia deste Governo nem de outros. Provavelmente querem fazer disto o ‘comboio turístico do Douro'”, ironizou o candidato bloquista. “Nós temos a linha que tínhamos em 1890, quando foi inaugurada. Hoje, os comboios demoram o mesmo tempo que demoravam em 1923 a ligar o Porto e Viana do Castelo. É possível que isto faça sentido?”, questionou Jorge Teixeira. Já quanto a acessibilidades rodoviárias, o candidato sublinhou também que “são coisas absolutamente fundamentais. Temos pólos industriais que precisam de se desenvolver, onde foi feito muito investimento e vivem em ilhas das quais praticamente não conseguem sair”.
Sobra a ligação da A28 a Valença, Tiago Brandão Rodrigues confessou que “ficaria muito satisfeito se isso pudesse ser feito, mas acho que vai ser difícil. Mas sempre defendemos que pelo menos a ligação ao nó de Sapardos – à A3 – basicamente o entroncamento da A28 na A3, num eixo que fosse de Paredes de Coura para Vila Nova de Cerveira seria absolutamente fundamental”.
Por sua vez, Carlos Abreu Amorim recordou que “a Estradas de Portugal, no seu plano de proximidade, já está prevista a beneficiação da via entre Ponte da Barca e Lindoso. A obra está orçamentada em três mil e 500 milhões de euros”. O candidato pela coligação de direita referiu ainda que, no mesmo plano, estão previstas para o distrito de Viana do Castelo 46 intervenções.
As eleições legislativas estão marcadas para o próximo dia 4 de outubro. Para além de PSD/CDS-PP; PS; CDU e Bloco de Esquerda concorrem ainda no Círculo Eleitoral de Viana do Castelo mais 12 forças políticas. De acordo com dados provisórios da Comissão Nacional de Eleições, o Círculo Eleitoral de Viana deverá estar entre os que vão ter os boletins de voto mais extensos nas próximas legislativas.

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