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Galiza

Galiza: Buscas concentram-se em troço onde o Rio Minho “corre a velocidade endiabrada”

1 Maio, 2022 - 15:49

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Tragédia ocorreu ao final da tarde deste sábado.

As fortes correntes e até mesmo as pesqueiras naturais existentes ao longo do rio Minho estão a colocar grandes dificuldades aos operacionais que retomaram ao princípio da manhã deste domingo as buscas pelo menino de 10 anos que desapareceu este sábado nas águas do rio Minho, no concelho galego de Arbo – fronteiriço com Melgaço.

 

“Em Arbo, existem troços do rio Minho em que parece que com um pequeno salto podemos atravessar – sem grandes dificuldades – a fronteira entre os dois países. Mas é apenas uma ilusão”, escreve o jornal La Voz de Galicia.

 

“Existem zonas mortais. O rio corre a uma velocidade endiabrada. Formam-se rápidos e remoinhos numa sucessão perigosa e desordenada que pode trair até o nadador mais exímio”, prossegue o periódico.

 

Ora, é precisamente nestes locais que decorrem as buscas pela criança.

 

 

Pai esteve 50 minutos na água

A tragédia aconteceu ao final da tarde deste sábado. perto das 19h00 (18h00 em Portugal) quando – segundo o jornal La Voz de Galicia –  “a criança de 10 anos perdeu uma sandália e entrou na água para buscá-la pela mão do progenitor. Mas a forte corrente arrastou-os”. 

 

Ao local acorreram várias corporações de socorro galegas. Refere aquele jornal que o pai, de 42 anos de idade, ainda chegou a ser retirado com vida mas acabou por não resistir.

 

Avança aquele jornal que esteve 50 minutos na água.

 

 

“Águas muito frias”

Durante a manhã, a área foi varrida por duas equipas de mergulhadores: os GEAS da Guardia Civil e a Unidade de Mergulho de Ferrol (Ubufer). “São águas muito frias. Após o primeiro contacto, podem deixar qualquer um bloqueado”, disse a equipa àquele jornal.

 

Sem certezas, o trabalho avizinha-se moroso. Até porque, dizem as autoridades, “nem sequer se sabe o momento em que os dois corpos se separaram e isso seria fundamental para encontrar a criança”.

 

“O rio de ontem não é o rio de hoje. A corrente, para além de menos forte, está diferente”, acrescentaram os responsáveis pelas buscas.

 

 

[Fotografia: Screen Vídeo Óscar Vázquez / jornal La Voz de Galicia]

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