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Vale do Minho

Economia: Pede-se nova ponte sobre o Minho para catapultar região – Sabe onde ficaria?

4 Maio, 2022 - 00:24

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Presidente da CIM Alto Minho promete não desistir deste e de outros investimentos necessários já transmitidos ao Governo.

Imagine uma nova ponte sobre o rio Minho. Onde? Uma das entradas mais ou menos a meio da Estrada Nacional (EN) 202, entre Monção e Melgaço.

 

Uma travessia cujo principal objetivo nem seria propriamente turístico, mas sim o desenvolvimento económico. Do outro lado, na Galiza, estaria a Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra-As Neves (PLISAN).

 

Para os 10 autarcas do Alto Minho, mais do que viável, esta obra é uma necessidade. 

 

“O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, chamou-me chato… um bom chato. E isso é bom. O Vale do Minho precisa de uma intervenção rodoviária séria e bem estruturada”, defendeu aos microfones da Rádio Vale do Minho o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, Manoel Batista.

 

O responsável, também presidente da Câmara de Melgaço, deposita grande esperança no atual Governo. “Acho que temos parceiro para resolver. E sei que tenho abertura do Ministro para discutirmos isto de forma mais prática, mais pragmática”, referiu Batista.

 

 

E quanto custaria a ponte?

Contas feitas, apurou a Rádio Vale do Minho, o investimento seria de 115 milhões de euros. No entanto, defendem os autarcas, a obra iria resultar num benefício económico de 120 milhões de euros no PIB da região, no período de 25 anos.

 

“A ponte está no grupo de investimentos em acessibilidades que a CIM Alto Minho aqui pede e parece-me importante que o país continue a investir nas ligações transfronteiriças. Esse é um dos investimentos mais importantes deste grupo. Temos de trabalhar e definir prioridades”, apontou Pedro Nuno Santos no encontro recente que teve com os autarcas em Melgaço.

 

Para além da ponte, os autarcas reivindicam ainda um conjunto de investimentos beneficiações de traçados viários e construção de novos, tendo por base um estudo realizado pela CCDR-N, como:

  • A beneficiação da Estrada Nacional 202 entre Monção e Melgaço, com um custo de 30 milhões de euros;
  • Melhoria da Estrada Nacional 101 entre Valença e Monção, com custo estimado em 10 milhões de euros;
  • Melhoramento da ligação do IC28 entre Ponte da Barca e Lindoso (fronteira), no valor de 25 milhões de euros;
  • Prolongamento da A28 entre Caminha e Valença, num investimento estimado de 45 milhões de euros;
  • Variantes em Valença e em Monção, nos valores de 15 e 5 milhões, respetivamente;

 

“A CIM Fez um bom trabalho com a CCDR-N e nós estamos disponíveis para analisar esse trabalho, sendo que estamos, ao mesmo tempo, conscientes que a capacidade de resposta orçamental do país não nos permite fazer tudo de uma vez”, alertou o Ministro.

 

Pedro Nuno Sabnos recordou  na altura que já se encontra em curso a ligação ferroviária Lisboa-Porto-Vigo, “um dos maiores projetos que o país vai ter nos próximos anos”, e que representará “uma grande oportunidade para toda a região norte e para o Alto Minho”.

 

“O desafio que temos daqui para a frente é conseguirmos com a região estabelecer prioridades e ir avançando”, concluiu.

 

 

Mas Batista não desiste…

O presidente da CIM promete não desistir e vai continuar a batalhar pela ponte e por todas as obras elencadas.

 

Durante este mês de maio, adiantou Batista à Rádio Vale do Minho, deverá acontecer “em Lisboa uma reunião de trabalho com o Ministro das Infraestruturas, com a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, com as Infraestruturas de Portugal para que possamos trabalhar de forma mais concreta esta questão da rodovia”. “Não tenho dúvidas de que vamos conseguir resultados positivos”, disse.

 

Tudo para que a região, sobretudo o Vale do Minho, consiga “uma via renovada que corresponda à realidade”.

 

 

[Fotografia: Ilustrativa/DR]

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