Em Portugal, há fontes a jorrar água sem qualidade que, por ameaçarem a saúde pública, deveriam estar interditas aos cidadãos. Esta é a principal conclusão do estudo a 35 fontanários publicado na última edição da PROTESTE.
Concretamente, no distrito de Viana do Castelo apenas foi analisado a água de um fontanário, no concelho de Ponte da Barca, que tem uma qualidade razoável, mas com vários problemas de higiene e dureza do nível da água. No entanto, a jurista da delegação distrital da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores, Mónica Viana, diz que este estudo deve ser agora aproveitado para uma maior reflexão em torno desta matéria.
As autoridades regionais, entre elas câmaras municipais, juntas de freguesia e delegações de saúde, já estão a par dos resultados. A Deco defende que os fontanários deviam ser mais fiscalizados e com regras mais apertadas. Mónica Viana denuncia um jogo do "empurra" entre as entidades regionais no que diz respeito à resolução deste problema.
A jurista da Deco distrital deixa alguns conselhos á população em geral para que evitem os fintanários. Mónica Viana fala num "problema público".
De um total de 35 fontanários analisados no país,12 fornecem água imprópria para consumo. Um problema a que o distrito de Viana do castelo não passa ao lado.
Para a delegação distrital da Deco, é necessário mudar a actual legislação para evitar situações dúbias sobre a responsabilidade na gestão das fontes e a qualidade da água, apelando a uma mior responsabilidade por parte das câmaras municipais, juntas de freguesias e delegações de saúde.
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