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Autárquicas/Monção: Centenas de socialistas foram à praça apoiar Filipe Quintas

23 Agosto, 2021 - 07:58

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Os acordes do tema Conquest of Paradise, de Vangelis, soavam ao redor de toda a Praça Deu-la-Deu. Depois de António Guterres, em 1999, a melodia ficou vestida para sempre com as cores socialistas. As cores de um PS que conseguiu concentrar este domingo à noite cerca de 300 pessoas naquele espaço para apoiar o partido na corrida às próximas eleições autárquicas em Monção.

As normas recomendadas pela Direção-Geral da Saúde iam cumpridas ao pormenor numa sessão de apresentação de candidatos que iniciou de uma forma que há quatro anos ninguém sonhava: um minuto de silêncio pelas vítimas mortais da pandemia da COVID-19. Neste concelho foram 44.

 

Augusto Domingues: “Não fui nem para a Arábia nem para a China!”

 

 

De novo os aplausos e pelos altifalantes soou o nome de Augusto Domingues. Na bagagem, o cabeça-de-lista à Assembleia Municipal levava um dos discursos mais inflamados da noite.

“Houve um grupo de amigos que foram a minha casa e me desafiaram para isto. Para um novo desafio pela minha terra. Aceitei… fiz umas fotos… foi feito um prospecto. Não agradou a todos!”, disse o candidato. “Os que vão para a internet falar mal disseram que eu não tinha direito a regressar”, contou o antigo vereador que, recorde-se, renunciou ao mandato no passado mês de janeiro.

“Eu quero dizer-vos que não fui nem para a Arábia nem para a China. Nunca saí desta terra fantástica que adoro! E é por isso que mais uma vez aceitei o desafio de trabalhar para Monção”, disse. Seguiu-se o primeiro aplauso da noite.

Mas Augusto Domingues, ao seu estilo, estava já de baterias apontadas à direita. “É verdade. Parei! Mas dei lugar a outros camaradas, para obtermos mais massa crítica nas nossas equipas. E agora decidi voltar”. E subiu de tom. “Esses mentideiros, esses escrivãos do reino esqueceram-se de explicar o porquê de outros dois vereadores – esses sim com competências atribuídas – abandonarem”, atirou. Longa ovação entre a plateia.

Virou depois para os compromissos. E, como candidato à presidência da Assembleia Municipal, Augusto Domingues quer ver mais gente nas sessões.

“Saibam os monçanenses que neste órgão há um período onde o público pode participar. Se eu for eleito presidente da Assembleia Municipal, tudo farei para que estas reuniões estejam cheias de gente entusiástica que quer discutir a sua terra”, anunciou. “Sobretudo para que aqueles assuntos de âmbito geral sejam discutidos por todos e não por meia dúzia que governa Monção”.

Fundamentou a importância de “um Plano Diretor Municipal (PDM) equitativo e equilibrado e que não sirva só alguns”. Aplausos. “Não podemos permitir no futuro que se suspenda o PDM para acudir aos amigos!”, exclamou.

Augusto Domingues estava imparável. “O tecido empresarial regrediu. E nós temos de avançar com medidas para ultrapassar tudo isto”, defendeu apontando a “famosa bazuca“.

“É importante que na gestão desta bazuca financeira esteja gente séria!”, alertou. “E como eu sei que o Filipe Quintas é gente séria, estou a apoiá-lo. Porque o conheço há muito tempo. É um criador de empatias e vai de certeza ajudar todos aqueles que não têm retaguarda. E assim, com esta estrutura, que eu quero que ele seja o meu presidente”, disse.

Foi então que Augusto Domingues elevou novamente a voz. “Sei, sobretudo, que Filipe Quintas não vai perseguir ninguém!”, exclamou. Trovão de aplausos para o antigo vereador socialista. “Vai gerir a Câmara e recursos humanos em plena equidade. Em plena equidade!”, concluiu ao som de mais uma longa ovação.

 

 

Miguel Alves fez um pedido a Quintas

 

 

Seguiu-se o presidente da Federação do PS de Viana do Castelo. Ao seu estilo inconfundível, Miguel Alves foi claramente o discurso motivacional da noite.

“Ter esta praça cheia é quase um cheirinho a Senhora das Dores! Que saudades temos nós das festas”, iniciou a voz maior do PS no distrito. Evidentemente, onda de aplausos no público.

“Quero saudar todos e cada um que vieram a esta praça. Vieram em sinal de participação. De democracia. De liberdade… e que não tiveram medo de estar nas listas e de estar aqui”, disse o dirigente socialista. “Quero saudar essa liberdade! Essa coragem! Essa entrega por Monção!”, exclamou Miguel Alves.

Saudou a juventude e sobretudo o número de mulheres presentes nas listas do partido. “São listas de gente capaz. Preparada. Gente que ama Monção, as suas freguesias e que quer o melhor para este concelho”, assegurou.

Miguel Alves recordou os tempos em que Monção era gerida pelo PS e “toda uma atividade cultural que parece ter desaparecido na névoa do rio Minho”. “Um legado nas obras feitas, na ação social que se foi desvanecendo nestes últimos anos”, lamentou. “É preciso que Monção volte a ser a locomotiva do comboio da nossa região”.

Puxou então o mapa do Alto Minho. “Temos a norte Melgaço, que é um concelho com características onde a governação é difícil mas que tem um enorme presidente da Câmara (PS) que tem puxado por Melgaço e marcado o futuro da região. A sul temos Paredes de Coura que, com o seu presidente da Câmara (PS), tem levado modernidade. Tem levado emprego, criado dinâmicas e está sempre nos meios de comunicação nacionais pela capacidade de estar junto das pessoas e de trazer dinamismo comercial. E daqui a pouco mais de um mês, vamos der José Manuel Carpinteira (PS) em Valença a trazer modernidade à parte norte do Alto Minho”. Mais um longo aplauso.

E Monção? Para Miguel Alves, o nome é apenas um: o de Filipe Quintas. “Confiem neste homem! Conseguiu já encher esta praça. Há um ano atrás, os nossos adversários diziam que estava ganho. Hoje dizem que não está fácil e que é preciso ir votar. Vai estar difícil para eles… mas vai estar fácil para Monção! Porque Monção vai votar PS!”, exclamou Miguel Alves brindado com mais palmas.

Para o fim, o dirigente socialista deixou a maior provocação à direita. Disse ter um apelo a fazer a Filipe Quintas. E prosseguiu.

“Tu vais ser presidente da Câmara de Monção. Vais chegar à Câmara de Monção e vais encontrar pessoas que amam também esta terra. Mas que pensam de forma diferente de ti e até que não vão votar em ti”, avisou. “Mas quero pedir-te: pelo PS… pela democracia… ouve essas pessoas. Concorda e discorda. Mas não persigas ninguém por pensar diferente de ti!”, concluiu. Enorme onda de aplausos em toda a praça.

 

 

Marina Gonçalves: “Monção é uma terra única e com pessoas excecionais… mas não basta dizê-lo”

 

 

Marina Gonçalves, dirigente socialista, marcou também presença nesta noite de apresentações. “O Filipe Quintas é uma pessoa que, desde o primeiro momento, falou numa questão muito importante: um projeto não é individual. É coletivo. Onde cada um de nós tem uma palavra a dizer e onde cada um de nós tem um contributo a dar para que Monção seja efetivamente uma terra de todos”, realçou.

Para Marina Gonçalves, a candidatura de Filipe Quintas distingue-se das demais “por colocar as pessoas no centro da política”. “Monção é uma terra única e com pessoas excecionais… mas não basta dizê-lo. Mais do que fazer promessas, devemos trabalhar para que Monção cresça. Não podemos permitir a saída de mais pessoas de Monção! Quem nasce em Monção, quer viver em Monção”, sublinhou.

“É assim que deve ser construída uma política: onde todos são ouvidos e onde todos têm um papel-chave na construção”, finalizou a dirigente do partido também saudada com longo aplauso.

 

 

Filipe Quintas: Candidatura socialista “assenta em seis eixos”

 

 

Chegou então o momento. A vez do homem da noite. O nome de Filipe Quintas ouviu-se pelas colunas… e todo o público se levantou num enorme aplauso. Ágil, o candidato percorreu o palco de um lado ao outro saudando em todas as direções.

Puxando ao nome da praça onde a multidão se encontrava, o candidato socialista foi de encontro à heroína de Monção. “Deu-la-Deu foi uma mulher que, com a sua valentia e coragem e usando de perspicaz inteligência, defendeu com unhas e dentes a sua terra que é hoje a nossa terra. O legado que nos deixou de audácia e de firmeza mediante as adversidades é o exemplo que queremos seguir para dar o melhor a Monção”, assegurou Filipe Quintas.

“Vamos defender Monção e os monçanenses com toda a nossa sagacidade e determinação pondo ao vosso serviço as nossas capacidades e conhecimento sendo próximos, sendo justos e sempre dispostos a lutar pelos interesses de cada habitante local”. Aplausos.

“Não podemos continuar a acreditar que existe um futuro melhor para a nossa terra quando apenas prevalecem os interesses de alguns”, lamentou Filipe Quintas. “Não podemos continuar a acreditar naquilo que sabemos que é irrealizável!”, exclamou.

Alertou para eleições “onde está em causa o futuro”. Para o candidato do PS, “é necessária uma mudança forte, eficaz que todas as pessoas que passaram por este palco estão empenhadas em trazer para o nosso concelho”. “Vou chegar a presidente da Câmara de Monção, mas não vou sozinho! O futuro faz-se com cada um de vós”, apontou. Palmas para o candidato.

Destacou uma equipa “com Monção no coração”. Virou o rosto para o passado recente. “Precisamos de uma liderança forte, justa e solidária. Que olhe para cada freguesia como única e de forma igual, coisa que não tem acontecido nestes últimos quatro anos”, considera.

“É importante perceber que cada uma das nossas 33 freguesias tem singularidades e que devem ser usadas para que o nosso concelho cresça como um todo”, defende.

“Queremos voltar a ter uma Câmara da qual se possam orgulhar! Moderna, inovadora, onde todas e todos se sintam bem. Onde ninguém será discriminado. Uma Câmara de proximidade e completamente aos serviços dos monçanenses”, garantiu Filipe Quintas.

O candidato pretende também “uma Câmara bem gerida, com estratégia, que valorize o passado e o presente. Mas que olhe para o futuro”. “Uma Câmara que fixe jovens, que fomente o emprego e que dinamize a economia local”.

“Nesta candidatura, assim como na futura presidência da Câmara Municipal de Monção, não colocarei promessas. Mas sim trabalho e compromisso”, afirmou deixando claro que a candidatura socialista se apoia “em seis eixos principais: Educação, Coesão e Inclusão Social, Economia, Emprego, Reflorestação e Turismo Sustentável”.

A fechar, Filipe Quintas sintetizou a intervenção numa garantia geral. “Vou lutar por todas e por todos. Cuidar de cada monçanense para termos um concelho único onde vale a pena viver”. Longa ovação para o candidato socialista.

As próximas eleições autárquicas estão marcadas para dia 26 de setembro.

 

Veja a nossa galeria de fotos:

 

 

[Fotografias: Rádio Vale do Minho]

 

 

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Tópicos:

#Autárquicas 2021

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