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Valença

Valença: Que moeda circulava em Contrasta no tempo de D. Sancho I?

28 Agosto, 2022 - 00:57

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Economia medieval.

Imagine por momentos que viajou no tempo. Acordou em Contrasta em pleno século 11. Percebe que as trocas comerciais já são feitas com moedas. Roubar está fora de questão… logo, precisa de trabalhar para ganhar alguma coisa.

 

Mas qual era a moeda em circulação?

Chamava-se simplesmente… Dinheiro. Foi adotado por D. Afonso Henriques em 1179 como a moeda oficial portuguesa. Seria usada até 1433.

 

Explica a Vortex Mag que “o anverso da moeda tinha uma grande cruz, como de costume nas moedas medievais. Seu reverso tinha cinco escudos dispostas para formar uma cruz, cada um deles com cinco pontos, em memória dos cinco Reis mouros vencidos por Alfonso I na batalha de Ourique”.

 

Os escudos permanecem armas nacionais de Portugal.

 

Um dinheiro valeria pouco. Até porque, segundo a mesma publicação, existe uma escala que foi depois calculdada em função do peso comercial da moeda no mercado da altura:

 

  • 12 dinheiros equivaleriam a 1 soldo;
  • 20 soldos equivaleriam a 1 libra;
  • 1/2 (meio dinheiro) foi chamado de mealha [possível origem da palavra mealheiro]
O Dinheiro, moeda oficial portuguesa criada por D. Afonso Henriques

[Fotografia: DR]

 

 

D. Sancho introduz nova moeda

O segundo Rei de Portugal, D. Sancho I (1185-1211), que atribuiu a Carta de Foral à povoação de Contrasta [que viria mais tarde a chamar-se Valença] introduziu o chamado Morabitino de ouro. Era equivalente a 15 soldos.

 

O objetivo, segundo vários historiadores, seria mostrar poder aos outros reinos com a capacidade portuguesa de produzir moeda valiosa.

 

É considerada a primeira moeda de ouro cunhada pela coroa portuguesa. A sua cunhagem iniciou-se com D. Sancho I (1185-1211) e terminou no reinado de D. Sancho II (1223-1248).

 

 

Morabitino de ouro, de D. Sancho I

[Fotografia: DR]

 

No Morabitino de D. Sancho I figura, no anverso, o rei a cavalo e de espada na mão e no reverso, a simbologia do reino das quinas. As primeiras cunhagens terão sido feitas logo após a subida do monarca ao trono de Portugal, em 1185. Terá sido batido em grande quantidade pois chegaram vários exemplares até aos dias de hoje.

 

O reinado de D. Sancho I terminou em 1211 mas os Morabitinos foram ainda cunhados por mais dois monarcas: D. Afonso II e D. Sancho II.

 

 

Mercado Medieval termina este domingo

O Mercado Medieval de Valença, que tem atraído as atenções de locais e visitantes, encerra este domingo. Um dos pontos altos será um torneio a cavalo medieval na “liça” ou seja, em terreno próprio para o efeito.

 

Vai acontecer no Parque do Paiol de Marte, pelas 17h30.

 

O rei D. Sancho I teve como uma das principais prioridades povoar o reino. Pessoas… muitas pessoas para dar continuidade a um país ainda novo chamado de Portugal. Ficou conhecido como O Povoador.

 

A história e as origens mais evidentes do desenvolvimento de Valença encontram-se estreitamente ligadas à presença do rei D. Sancho I. Este monarca português decide dar inicio a uma série de tentativas de ocupação das localidades de Tui e Pontevedra.

 

É no quadro destes conflitos entre Portugal e Espanha que Valença, à época conhecida por Contrasta ganha, por volta de 1200, um protagonismo inédito. A posição estratégica, entre o rio Minho e a velha estrada romana, Contrasta constituía o local ideal para vigiar os ataques galegos e para planear as investidas sobre Pontevedra e Tui.

 

A importância que a antiga via romana ganha enquanto local de peregrinação rumo ao túmulo de Santiago, para a qual confluíam peregrinos e viajantes de toda a Península Ibérica.

 

Esta conjugação de fatores levou o rei D. Sancho I a outorgar a sua primeira carta de foral e a aqui decidir erguer uma construção defensiva de carácter permanente – afirmando uma linha de fronteira natural que o rio já estabelecia.

 

 

 

Confira a programação do Mercado Medieval:

 

 

[Fotografia: Ilustrativa/DR]

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