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Valença

Valença: Município vai apoiar Bombeiros na “legalização” do quartel [FOTOS]

25 Setembro, 2022 - 21:05

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“Investir nesta nobre associação é investir na proteção e na segurança da nossa comunidade, sendo, por isso, uma prioridade”.

O Município de Valença “apoiará financeira, técnica e administrativamente a Associação dos Bombeiros Voluntários de Valença na legalização do seu quartel-sede”. A garantia foi deixada este domingo pelo presidente da Câmara Municipal, José Manuel Carpinteira, durante a cerimónia comemorativa dos 103 anos da aquela corporação.

 

Determinado, Carpinteira pretende colocar mais um ponto final a “um problema de longa duração”.

 

Recorde-se que, recentemente, o Município decidiu avançar com a recuperação da autoescada. Estava parada há mais de uma década.

 

“A ação desenvolvida pela Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Valença é fundamental para a proteção, a segurança e o bem-estar dos nossos concidadãos. São 103 anos de história, construídos pelo altruísmo, coragem e abnegação destes homens e mulheres no desempenho diário do seu serviço público e voluntário”, enalteceu o edil valenciano.

 

“Investir nesta nobre associação é investir na proteção e na segurança da nossa comunidade, sendo, por isso, uma prioridade”, sublinhou Carpinteira.

 

Durante a cerimónia realizou-se a habitual parada. Foram distribuídas honras e distinções a vários bombeiros desta corporação.

 

 

 

Veja a galeria de fotos [créditos: Município Valença]

 

 

 

Como nasceram os Bombeiros de Valença?

É preciso recuar até 1910 para encontrar a origem dos Bombeiros Voluntários de Valença. Corria o dia 12 de outubro e a República tinha sido implantada há pouco tempo em Portugal.

 

Por cá, segundo o portal do Município, um grupo de raparigas e rapazes “da melhor sociedade” de Valença, decidiram realizar no Teatro Valenciano, um sarau musical a favor da ideia da criação dos Bombeiros em Valença.

 

O espetáculo foi um êxito. Mas dava para criar os bombeiros? Não.

 

Conta a autarquia que estes gestos continuaram durante seis anos. Em 1916, em plena Guerra Mundial, começam a ser feitos peditórios a toda a população. A tarefa não estava a ser fácil.

 

No ano seguinte, um violento incêndio deflagrou num prédio da antiga Rua Direita. O povo perdeu a paciência. A revolta aumentava de tom, dado que ainda não existia no concelho um Corpo de Bombeiros.

 

Quem apagava os fogos? A missão cabia à então chamada Companhia da Bomba, propriedade da Câmara Municipal. No entanto, não existia pessoal devidamente preparado.

 

 

Novo fogo em 1919… e desta vez teve de ser

Dois anos depois, em 1919, outro grande incêndio. E desta vez tinha mesmo de ser.

 

Em junho desse ano, prossegue o Município, celebrou-se uma reunião dos habitantes de Valença e dela resultou a nomeação de uma comissão organizadora, para a fundação dos Bombeiros e a elaboração dos seus estatutos, os quais foram aprovados por Assembleia Geral de 27 de Julho de 1919.

 

Bombeiros Voluntários de Valença, fundados em 1919

[Fotografia: Município Valença]

 

 

Havia Bombeiros… mas não havia quartel. Foi então que Valença se dirigiu ao Governador Militar da Praça-Major Inácio Severino de Melo Bandeira, o qual conseguiu a cedência do prédio militar denominado Antigo Armazém de Material.

 

Os trabalhos ficaram prontos no dia 19 de setembro de 1920. Finalmente, tudo em condições para a agora chamada de Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Valença e respectivo Corpo Activo, equipado com três bombas braçais e um carro para o transporte de seis homens e que servia para puxar as bombas, com cavalos ou muares.

 

Atualmente, a corporação apresenta um corpo ativo de 35 operacionais. Armindo Marques é o comandante em funções.

 

 

 

[Fotografias capa: Município Valença]

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