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Valença

Valença: Docentes avisam para arranque do 2º período “muito conturbado”

2 Janeiro, 2023 - 23:29

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Paralisação começa esta terça-feira por tempo indeterminado.

Esta terça-feira arranca mais uma greve de professores. Em nota enviada à Rádio Vale do Minho, os docentes do Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho, em Valença, garantem uma “forte adesão à greve” a partir desta terça-feira, e durante toda a primeira semana de aulas de janeiro, prevendo-se a sua continuidade por “tempo indeterminado”.

 

“É muito expectável que o arranque do 2.º período seja muitíssimo conturbado, não só no Alto Minho, mas também por todo o país, pelo que já temos tido vários contactos por parte dos Encarregados de Educação a manifestar a sua enorme preocupação para a falta de soluções apresentada pelo Governo e que têm conduzido a esta paralisação nunca antes vista em Portugal”, pode ler-se no comunicado.

 

“Recorde-se que o Governo tem ainda em cima da mesa negocial a alteração do regime de concursos de professores”, frisa a comissão de greve. “Teme-se uma politização da Educação.”

 

Esta decisão surge na sequência do pré-aviso de greve de professores por tempo indeterminado, com início a 9 de dezembro de 2022, e com impacto em todo o país.

 

No dia 27 de dezembro, centenas de escolas estiveram representadas em Coimbra, entre as quais várias instituições do Alto Minho, incluindo o Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho, de Valença.

 

 

Marcha pública a 14 de janeiro

Esta terça-feira o Sindicato de Tod@s @s Profissionais da Educação (STOP) anunciou que vai organizar uma marcha pela escola pública, em Lisboa no próximo dia 14 de janeiro.

 

“Vamos encher Lisboa. Fomos 25 mil [na manifestação de 17 de dezembro], mas agora vamos ser muito mais. Vai ser algo inédito, e, mais uma vez, em defesa da escola pública, por nós, pelos nossos alunos e pelo pessoal não docente, já que esta luta tem de ser de todos”, disse aos jornalistas o presidente do sindicato.

 

O presidente do STOP sublinhou que “não se trata de uma luta corporativa, mas sim uma luta pelo país, porque a escola pública de qualidade é um desígnio nacional e estamos a exigir justiça e respeito para todos os profissionais da educação, não esquecendo ninguém”.

 

O sindicato reclama respostas a questões como a possibilidade de os diretores poderem escolher professores sem terem em conta a graduação profissional; a ausência de contagem de tempo de serviço que esteve congelado; as quotas de acesso aos 5.º e 7.º escalões; e a penalização na aposentação após 36 anos de serviço.

 

Por outro lado, frisou André Pestana, existe também a questão da precariedade dos professores contratados e o aumento salarial, “já que os docentes perderam 20% do poder de compra desde 2009”.

 

Estas greves convocadas pelo STOP vão decorrer a par das convocadas pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que se vão realizar entre o dia 16 de janeiro até 8 de fevereiro. Dias depois, a 11 de fevereiro, vai realizar-se uma manifestação nacional convocada por oito sindicatos de professores.

 

Esta paralisação conta ainda com a adesão do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), da Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), do Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU), do Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades (SEPLEU), do Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE), da Pró-Ordem dos Professores e do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).

 

 

[Fotografia: DR]

Tópicos:

#Greve

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