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Valença

Utentes do Centro de Saúde alteram rota da marcha e levam protesto até Monção

30 Março, 2010 - 21:22

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Os utentes do Centro de Saúde de Valença "fintaram" hoje a polícia, desviando da ponte internacional para a estrada nacional que liga a Monção a marcha lenta de protesto contra o encerramento do serviço de atendimento permanente (SAP).

Os utentes do Centro de Saúde de Valença "fintaram" hoje a polícia, desviando da ponte internacional para a estrada nacional que liga a Monção a marcha lenta de protesto contra o encerramento do serviço de atendimento permanente (SAP).
A GNR e a Guardia Civil de Espanha tinham montado um forte dispositivo policial na ponte internacional sobre o rio Minho, com várias patrulhas e dezenas de agentes, mas os manifestantes decidiram alterar o palco do protesto, "para evitar eventuais confrontos".
"Estava montado um forte dispositivo policial na ponte e ficámos com receio que pudesse haver confrontos, o que, de todo, não desejávamos", explicou, à Lusa, Carlos Natal.
Na segunda feira, os utentes do Centro de Saúde de Valença cortaram o trânsito na ponte durante cerca de um hora, provocando um clima de alguma tensão com as forças policiais, mas o bloqueio acabaria por ser levantado de forma ordeira.
Hoje, a comissão de utentes decidiu levar o protesto, traduzido numa marcha lenta e um buzinão, pela estrada nacional que liga Valença a Monção, precisamente o percurso que os doentes daquele concelho têm agora de percorrer sempre que precisarem de uma consulta nas urgências.
"Assim, também mostramos o trajeto penoso que espera os doentes de Valença nestes 18 quilómetros", justificou Carlos Natal.
Antes da marcha lenta, cerca de três dezenas de utentes manifestaram-se às portas do Centro de Saúde de Valença, proferindo palavras de ordem sobretudo dirigidas para a coordenadora da unidade, exigindo a sua demissão, por a considerarem uma das principais culpadas do fecho do SAP.
O marido da coordenadora, Fernando Barbosa, médico no mesmo centro de saúde e antigo presidente da Câmara de Valença, acabou por falar com os manifestantes, explicando-lhes que um coordenador "apenas cumpre ordens".
Fernando Barbosa disse ainda que sempre defendeu, e continua a defender, as Urgências em Valença e frisou que é para aí que a população deve direcionar a sua luta.
"A Urgência era para ficar em Valença e era em Valença que devia ter ficado, não sei por que alma de santo é que foi para Monção", criticou.
O SAP de Valença fechou à meia noite de domingo, sendo substituído por uma consulta aberta, que funciona das 08:00 às 24:00. FONTE: Lusa

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