Os trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) realizam, esta manhã, uma manifestação em defesa da viabilidade da empresa pública e exigem a suspensão imediata do processo de reestruturação que prevê 380 despedimentos.
Com um percurso a pé entre a empresa e o centro da cidade de Viana do Castelo, os trabalhadores convidaram ainda os ex-funcionários, comerciantes da envolvente e a população em geral, prevendo-se a presença de cerca de três mil pessoas.
Estão confirmadas ainda as presenças de Jerónimo de Sousa, líder do PCP, e de Manuel Carvalho da Silva, da CGTP.
O porta-voz da Comissão dos Trabalhadores, António Barbosa, explica que o objectivo é passar uma mensagem de defesa dos postos de trabalho, bem como "a defesa de toda uma região".
Escusando-se a comentar a possibilidade de um volte-face neste processo de despedimento nos estaleiros vianense, António Barbosa apenas destaca a "reflexão e ponderação em torno do assunto a nível nacional e político para resolver pelo melhor este problema".
São esperados cerca de três milhares de pessoas, entre trabalhadores, antigos trabalhadores, comerciantes e população em geral nesta manifestação em prol da defesa dos estaleiros navais de Viana do Castelo. Este protesto, que vai decorrer entre as 10:00 e as 12:00, foi aprovado há precisamente uma semana, no plenário mais concorrido dos 67 anos dos ENVC, com cerca de 650 trabalhadores, que validaram ainda a moção que contesta a saída de 380 dos 720 funcionários.
Os ENVC apresentam um passivo acumulado de 200 milhões de euros e só em 2010 registaram 40 milhões de euros de prejuízos.
Neste processo de reestruturação, que a administração garante ser a única forma de
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