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Desporto

Rescaldo do fim-de-semana desportivo

13 Fevereiro, 2012 - 10:21

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Se não estivéssemos a falar de matéria desportiva e em termos de seriedade e empenho dos atletas nas competições, diríamos que o Carnaval chegou uma semana antes do tempo ao Vale do Minho e os “nossos” clubes não conseguiram disfarçar-se nem descobrir as “máscaras” aos adversários.

Se não estivéssemos a falar de matéria desportiva e em termos de seriedade e empenho dos atletas nas competições, diríamos que o Carnaval chegou uma semana antes do tempo ao Vale do Minho e os “nossos” clubes não conseguiram disfarçar-se nem descobrir as “máscaras” aos adversários.
Efectivamente, foi uma tarde má demais para as nossas bandas. Se não tem surgido uma grande penalidade à beira do fim, no Santo António, em Longos Vales, para proporcionar um ponto à equipa são-joanina, a desgraça tinha sido total, pois nem os da honra nem os nacionais, quer em casa quer fora dela, foram capazes de segurar um pontinho que fosse. E… não sei mesmo se não teremos que recorrer, daqui a algum tempo, à dureza da expressão “e tudo o Carnaval levou…”, isto em termos de objectivos desejados.

Na divisão de Honra, o líder Courense ficou “preso” apenas pelas pontas da vantagem no confronto directo com o Ponte da Barca, tendo agora a equipa barquense a seu lado, o que significa que à mínima escorregadela é ultrapassado por qualquer dos lados e depois terá que passar de perseguido a perseguidor, o que é bem diferente.
Os courenses sofreram a derrota por um único golo, surgido de grande penalidade à entrada dos dez minutos finais e o Lanheses, em dia de festa com a inauguração do novo relvado, juntou três pontos à festa que, assim, teve mais sabor.
Desportivo de Monção e Valenciano, nos seus “aposentos”, não reuniram argumentos para evitar derrotas, respectivamente, perante Moreira do Lima, que já havia retirado dois pontos no encontro da primeira volta, e Correlhã, que veio a Valença recuperar o “ouro” perdido no encontro de ida, e com as derrotas, ambos justificando a época pouco aguerrida e menos produtiva que vêm efectuando.
A partir daqui e a não ser invertida a tendência, o Courense corre riscos de passar a ser o primeiro dos últimos e Valenciano e Monção de serem relegados para a segunda metade da tabela, até porque o Lanheses está a um escasso ponto.

Nos confrontos do nacional, Melgacense e Cerveira tiveram também tarde negativa e muito sombria até para os da vila das artes que encaixaram uma mão cheia de golos, no Dr. José de Matos, perante um Vianense pouco solidário com os seus conterrâneos, já que, nas duas últimas jornadas, complicou a vida a Cerveira e Melgacense, depois de terem tido melhor sorte, à sua custa, outros emblemas de diferentes distritos.
Já há algumas semanas lamentávamos por os jogos não terem terminado ao intervalo e ontem isso tornou-se, de novo, evidente. O Melgacense vencia, ao intervalo, na Póvoa de Lanhoso, e beneficiava da derrota (que veio a confirmar-se, do Esposende), que o colocava às portas da entrada na metade superior, mas a segunda parte foi, uma vez mais, fatal para os comandados de Paulinho que não só deixaram de recuperar de cinco para dois pontos a desvantagem ao sexto lugar, como se deixaram ultrapassar pelo Amares, dificultando agora ainda mais a tarefa aos melgacenses.
Das equipas do Cerveira – usamos o plural porque, na prática, houve um Cerveira da primeira parte, atrevido, perspicaz que bateu o pé ao Vianense e só não saiu em vantagem para o intervalo porque a pontaria não esteve assim tão afinada, em contraste com a equipa do segundo tempo, irreconhecível e desligada que sucumbiu a todos os rombos – dizíamos das duas equipas, esta segunda deitou por terra as esperanças lançadas na passada semana e voltou a hipotecar o pecúlio ganho, voltando a fixar-se, de novo, a seis pontos da linha de “salvação”.
Vida e dias difíceis se antevêem, aqueles que nos separam do final desta primeira fase que dista apenas quatro jornadas.

No meio deste cenário de catástrofe, registe-se a meia esperança no empate do Longos Vales, mesmo com uma grande penalidade salvadora à beira do término do encontro, um mal menor para quem tinha a possibilidade, gorada, de saltar ao degrau mais alto do poleiro.

Em suma, se a semana anterior não havia sido, de todo, feliz para os “nossos”, tendo pairado “galo” sobre alguns, esta foi bem mais dura com invasão de mais “galos”, alguns “frangos”… enfim da capoeira inteira.
Esperemos as razões dos resultados, na óptica dos técnicos, com o “Prolongamento”, no ar a partir das 17.30 horas, de hoje, com reposição às 21 horas.

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