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Melgaço

Requalificação da Zona Industrial de Penso coloca Melgaço “noutro campeonato”, diz Ministra

31 Outubro, 2022 - 14:55

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Economia.

“Com esta candidatura e com este projeto, entrou no campeonato de outras candidaturas. E isso deve-se à ambição do Executivo… deve-se ao vosso trabalho!”. O rasgado elogio foi proferido esta segunda-feira, em Melgaço, pela Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que presidiu à cerimónia do lançamento simbólico do concurso público internacional para conceção-execução do projeto Requalificação da zona industrial de Penso – áreas de Acolhimento Empresarial de Nova Geração.

 

O município de Melgaço vai avançar com upgrade tecnológico à Zona Industrial de Penso. A candidatura foi aprovada, no início do corrente ano, no âmbito das Áreas de Acolhimento Empresarial (AAE) de Nova Geração, da Componente 7 do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). 

 

“Estamos a falar de um projeto financiado com mais de 12 milhões de euros, financiado pelo PRR. É o valor mais alto alguma vez recebido por este Município em fundos comunitários!”, destacou a governante sublinhando que o PRR “não é só usado em Lisboa e no Porto”.

 

Incansável em enaltecer a ambição de Melgaço, Ana Abrunhosa mostrou-se convicta de que “aquilo que aqui tem vindo a ser feito vai transformar Melgaço” e também tudo à volta. “Não tenho dúvidas de que daqui a cinco anos teremos aqui projetos que não imaginaríamos ter há cinco anos atrás”.

 

 

“Transição energética não é uma moda. É uma inevitabilidade!”

Foi então que a Ministra deixou um alerta. “O ano de 2023 vai ser difícil!”.

 

No entanto, Ana Abrunhosa realçou “a necessidade de agarrar esta oportunidade e mudar todo o paradigma, nomeadamente sobre o tipo de energia que consumimos, as empresas que temos e o tipo de profissões que vamos passar a ter”. Tudo com o objetivo de produzir riqueza.

 

“Não temos dúvidas que o setor primário é importante nestes territórios, mas também não temos dúvidas que tem de ser exercido por pessoas cada vez mais qualificadas. Isto para termos a garantia de maior produtividade, melhores produtos. Queremos mais e temos direito a mais!”, frisou Ana Abrunhosa. “Até porque a maneira de fixarmos pessoas, atrair pessoas e empresas é através da atividade económica”.

 

Nas linhas finais, a Ministra alertou para o facto de que “transição energética não é uma moda. É uma inevitabilidade”.

 

“A pandemia e a guerra mostraram-nos a necessidade de sermos autosuficientes. Tem a ver com o estarmos dependentes de países e de geografias politicamente muito instáveis. Hoje fala-se muito em reindustrialização mas isso não quer dizer voltar a ter as indústrias do passado… significa fazermos diferente, com mais sustentabilidade, com pessoas qualificadas, e mais qualidade de vida”, concluiu.

 

 

Batista: Territórios do interior já não são só “paisagens bonitas, tradições e gastronomia”

Visivelmente satisfeito, o presidente da Câmara de Melgaço começou desde logo por dizer que o concelho vive uma “revolução”.

 

“Depois destes investimentos e com a economia a funcionar com esta indústria redimensionada, não tenho dúvidas que Melgaço terá horizontes distintos para o seu futuro”, considera Manoel Batista congratulando-se com “uma nova visão do território extremamente estruturante para o País”.

 

O Presidente da Câmara regozija-se pelo facto de, para o Governo, os territórios do interior deixaram de ser apenas locais de “paisagens bonitas, tradições e gastronomia” passando a ser “locais de criação de economia, de riqueza e de desenvolvimento para o próprio País”.

 

Esta “verdadeira revolução”, prevê Batista, trará “crescimento económico e, sobretudo, revitalização e qualificação da nossa democracia”.

 

 

 

Presidente da Câmara de Melgaço prevê elevado crescimento económico em Melgaço e em toda a região até ao final da década

[Fotografia: Rádio Vale do Minho]

 

 

 

“Vai ser criada massa crítica e com isso quebraremos um ciclo negativo, abrindo assim um ciclo positivo de crescimento nestes territórios”, sintetizou.

 

 

A abertura deste concurso foi aprovada na última reunião de câmara municipal, a 26 de outubro: o preço base é de 11.998.270,00 euros e tem um prazo para elaboração do projeto de execução de 150 dias e de 540 dias para a obra.

 

Nesta candidatura, Melgaço apresentou investimentos para as cinco tipologias a concurso. Foram aprovadas quatro:

  • Sistemas de produção e armazenamento de energia renovável para autoconsumo;
  • Mobilidade sustentável nas AAE (postos de abastecimento elétricos e a H2 para veículos pesados);
  • Reforço da cobertura de AAE com soluções de comunicação 5G;
  • Medidas ativas de prevenção e proteção contra incêndios”.

 

O objetivo principal deste projeto é a requalificação da Zona Industrial de Penso (ZIP), através da criação de espaços de demonstração, posicionando Melgaço na linha da frente em termos de competitividade no acolhimento empresarial, reforçando a sua centralidade no contexto da euro-região Galiza-Norte de Portugal, alinhando-se com as novas agendas climáticas e digitais.

 

Assim, Melgaço espera até 2026 atingir estes objetivos:

  • Reforçar a competitividade territorial e promover a atração e fixação de empresas no concelho, contribuindo para o aumento da empregabilidade;
  • Desenvolvimento mais equilibrado do tecido produtivo;
  • Industrialização desconcentrada no território e uma otimização das cadeias logísticas;
  • Crescimento inteligente, sustentável e inclusivo, incluindo coesão económica, emprego, produtividade, competitividade, investigação, desenvolvimento e inovação;
  • Coesão social e territorial;
  • Resiliência económica, social e institucional, inclusive com vista ao aumento da capacidade de reação e preparação para crises;
  • Políticas para a próxima geração, crianças e jovens, incluindo educação e competências.

 

 

Candidatura vai beneficiar Zona Empresarial de Alvaredo

Dada a proximidade da ZIP com a Zona Empresarial de Alvaredo (ZEA), espera-se que o investimento venha a beneficiar de igual modo esta Zona Empresarial.

 

Recorde-se que a ZEA representa um investimento de 2.711.820,22 euros (cofinanciado pelo FEDER no montante de 1.500.000,00€, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte, Norte2020) e tem como propósito reforçar a capacitação empresarial das PME da Região do Norte para o desenvolvimento de produtos e serviços e abrange uma operação de loteamento com obras de urbanização e acesso à Zona Empresarial, com uma alocação de 35 263 m² para área destinada a 5 lotes, distribuindo-se as áreas de cedência por um lote destinado a equipamento coletivo com 1 685 m², espaços verdes de utilização coletiva com 9 712 m² e espaços verdes de enquadramento com 3 649 m².

 

Este processo remonta a 2013, aquando da revisão do PDM que definiu esta zona como área industrial, tendo-se em 2018 avançado com o projeto global da zona industrial e de execução da 1ªa fase de obra que arrancou em julho de 2021.

 

A operação levará a efeito três intervenções distintas:

  • Operação de loteamento com obras de urbanização destinadas à edificação urbana
  • Novo acesso a executar em solo rural que estabelecerá a ligação entre a operação de loteamento e a via existente a nascente
  • Beneficiação de via existente a nascente – fundamentada exclusivamente na necessidade de permitir o acesso de veículos de grandes dimensões à Zona Empresarial a criar – estabelecendo a ligação à EN 202.

 

 

[Fotografias capa: Rádio Vale do Minho]

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