Cerca de 400 mil euros é o investimento previsto pela Município de Paredes de Coura para proporcionar melhor conforto e sustentabilidade energética ao Albergue Municipal de S. Pedro de Rubiães, bem como na melhoria das condições de segurança e conforto dos peregrinos que atravessam o nosso concelho.
O Caminho Português de Santiago atravessa as freguesias courenses de Agualonga, Rubiães e a Agregação de Freguesias de Cossourado e Linhares, pelo que representa um significativo aporte económico para o território, nomeadamente nestas freguesias que são percorridas por centenas de peregrinos que todos os anos escolhem o milenar caminho.
Assim, para o Albergue que agora completa 20 anos são propostas um conjunto de ações integradas e complementares que visam a redução dos consumos energéticos e, simultaneamente, atualizar os níveis de conforto para os utentes deste equipamento.

[crédito fotografia: Cecília Pereira/Grupo FB Terra Amada]
Estas medidas passam por aumentar os níveis de isolamento térmico do edifício – em paredes, coberturas e vãos – mas também pela renovação quase integral dos sistemas de aquecimento de águas e de climatização.
Com o objetivo de melhorar a salubridade dos espaços de camarata, será incorporado um sistema mecânico de renovação de ar.

[crédito fotografia: Cecília Pereira/Grupo FB Terra Amada]
Este conjunto de medidas será complementado com a instalação de painéis fotovoltaicos que permitirão reduzir os consumos de eletricidade. Por fim, os balneários serão integralmente renovados, atendendo ao elevado desgaste que apresentam.
Com o intuito de corrigir sítios potencialmente perigosos para os peregrinos, as ações de melhoria das condições de segurança do traçado do caminho incidem especialmente nos momentos em que este cruza as estradas nacionais ou decorre ao longo das vias de maior intensidade de tráfego automóvel.
A estratégia para as situações de cruzamento é criar condições para que o peregrino tenha espaço, tempo e visibilidade antes de atravessar a estrada (mais do que obrigar o veículo a parar).
Em algumas situações serão necessárias algumas intervenções físicas que alarguem ou desviem o caminho (muros, rampas), mas a ênfase maior será dada a sinalética vertical que apresentará aos peregrinos a aproximação a uma situação de perigo.
Para as situações em que o caminho decorre ao longo da margem da estrada, serão introduzidos delimitadores “flexíveis” para separar física e visualmente a faixa do peão da faixa do automóvel.
O objetivo, segundo o Município, é reduzir ao mínimo o conflito, eminentemente perigoso, entre o fluxo de peregrinos e o trânsito automóvel quando estes coincidem no mesmo espaço.
Nos momentos em que é possível retirar o caminho da Estrada, optou-se por desviar o percurso para caminhos interiores existentes, que serão objeto de reabilitação.
Nesta candidatura, juntamente com os concelhos de Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença, será ainda desenvolvida uma ação complementar que pretende salvaguardar a segurança dos peregrinos, nomeadamente um sistema que permita, quando acionado, identificar e localizar pessoas em estado de necessidade, sobretudo nos tramos em que a rede móvel é deficitária ou mesmo inexistente.
Comentários: 0
0
0