A Assembleia Municipal de Paredes de Coura aprovou, por maioria, o Plano de Atividades e Orçamento para 2026.
Com um valor global de 30 milhões de euros, o documento tem como principais eixos o aumento de 25% nas transferências para as freguesias, a aposta na Educação e Cultura para a construção do futuro, e o apoio às famílias.
O presidente da Câmara de Paredes de Coura, Tiago Cunha, propõe-se “aumentar em 25% as transferências para as freguesias, não contabilizando neste aumento as obras que, em sede de preparação do orçamento, cada um dos representantes definiu como prioritárias para o seu mandato e que também se encontram vertidas no orçamento”.
Com isto, o novo autarca define como objetivo estratégico “o reforço dos alicerces da nossa comunidade: a autonomia das freguesias, aquelas que estão mais perto do cidadão, onde os problemas se resolvem com rapidez, conhecimento e sentido de comunidade”.
“Aumento real, corajoso e transformador”
Tiago Cunha vai mais longe neste propósito, sustentando que “é um aumento real, corajoso e transformador. Não apenas para um ano, mas para os quatro anos de mandato”, sublinhando que representa um reforço financeiro muito considerável, mas que não é apenas uma questão económica.
“Esta proposta é um voto de confiança e o reconhecimento do papel insubstituível de todos os presidentes de Junta, das Assembleias de Freguesia e de todos os que, todos os dias, conhecem cada rua, cada lugar, cada pessoa”, realçou, defendendo que o executivo por si liderado “não quer um concelho a várias velocidades. Queremos que todos se sintam valorizados por igual e todos tenham mais e melhores meios para trabalhar”.
A Educação e Cultura é outro dos eixos fundamentais desta ação governativa – “em Coura a educação será sempre a principal ferramenta com que construiremos o futuro” –, com Tiago Cunha a vincar que a “cultura não é um luxo”, defendendo que é “um bem essencial. É o que nos torna comunidade, o que nos dá identidade, o que nos liga uns aos outros. Quem investe na cultura investe na alma da sua terra”, observou.
Descer IRS e manter o IMI
Num documento em que fica patente o apoio às famílias, o autarca de Paredes de Coura conseguiu reduzir a participação do IRS em cerca de 0,5%, descendo de 3 para 2,5%, devolvendo rendimento diretamente às pessoas, mas também manter o IMI no valor mínimo, “porque a habitação é uma prioridade e não pode ser um peso. Porque o lar de cada família é um porto seguro e não pode ser sobrecarregado”, sublinhou.
Num outro âmbito, este executivo fixou a derrama em 0% para empresas com volume de negócios até 150 mil euros.
“Acreditamos nos pequenos negócios, nos empreendedores, nos que lutam todos os dias para criar emprego e riqueza”, justificou Tiago Cunha, enquanto para as grandes empresas defende que a derrama seja fixada em 1%, ainda assim longe do máximo possível de 1,5.
A habitação, outra das prioridades deste executivo, foi visada com a implementação da estratégia municipal para a habitação.
“Ao criar habitação, ao atrair investimento, ao criar boas condições para o empreendedorismo, ao estimular a instalação de novas empresas, estamos a preparar um futuro economicamente mais sólido”, reforçou Tiago Cunha, sustentando a necessidade de um crescimento económico com visão, criando riqueza e oportunidades.
Reforçar o abastecimento em média tensão e construção de uma subestação
Partindo deste princípio, este orçamento dá passos decisivos para a construção da Zona Industrial de Linhares e Ferreira e a ligação entre a Zona Industrial de Formariz e a Zona Industrial de Castanheira.
“Dois projetos essenciais para captar novas empresas, fixar investimentos e criar emprego qualificado”, enfatiza o presidente da Câmara de Paredes de Coura, deixando entender que vai avançar em articulação com o operador de redes nacional para o reforço do abastecimento do concelho em média tensão e a construção de uma subestação.
“Elemento fundamental para assegurar capacidade, estabilidade energética e competitividade para os próximos anos”, sublinhou o autarca, que com isto prepara um concelho “capaz de competir, capaz de atrair, capaz de crescer, não apenas num contexto regional mas sem paredes, aberto ao Mundo”.
Tiago Cunha não tem dúvidas que este orçamento é um “compromisso com a proximidade, com a justiça social, com o futuro das novas gerações e com a criação de riqueza sustentável. É um orçamento que acredita nas pessoas. Que aposta nas freguesias. Que devolve rendimento às famílias. Que apoia quem cria emprego. Que investe onde realmente se faz a diferença”, concluiu.
Na votação, o documento foi aprovado com 27 votos a favor: 24 do PS, 2 independentes e um do PEV. Obteve uma abstenção (PSD) e cinco votos contra (PSD).
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