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País: Sabe quantas notas de escudo ainda podem andar por aí? – Em euros dá um valor milionário

8 Novembro, 2021 - 23:22

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Ainda pode trocar por euros até 28 de fevereiro do próximo ano.

O escudo desapareceu de circulação há mais de 18 anos. No entanto, de acordo com dados do Banco de Portugal divulgados pelo Sapo24, ainda existem 11 milhões de notas de escudo por trocar. Feitas as contas e convertendo o que falta em euros, o valor é milionário: são 95 milhões de euros.

 

É possível que uma parte dessas notas se tenha perdido para sempre. Há quem as tenha guardado em casa para recordação. Outra parte estará nas mãos de numismatas profissionais ou amadores que sabem que essas notas irão valorizar com o passar do tempo.

 

No entanto, o Banco de Portugal emitiu um aviso dizendo que a última série de notas de escudos pode ser trocada, presencialmente ou por correio, até fevereiro do próximo ano.

 

“[…] 28 de fevereiro de 2022 é o último dia em que estas notas podem ser trocadas, pelo contravalor em euros, no Banco de Portugal e ainda existem cerca de 11 milhões de notas, no valor de 95 milhões de euros, nestas condições”, lê-se num boletim do Banco de Portugal (BdP), citado pelo Sapo 24.

 

A troca pode ser efetuada na tesouraria do BdP ou através de correio registado com valor declarado.

 

Neste último caso, as notas terão que ser acondicionadas num envelope, juntamente com os elementos de identificação de proprietário, que, por sua vez, terá que ser colocado dentro de outro sobrescrito remetido ao departamento de emissão e tesouraria do supervisor financeiro.

 

Podem ser trocadas as notas da última série, conhecida como Descobrimentos, intactas, danificadas ou mutiladas.

 

Contudo, se estiverem incompletas ou danificadas, têm que apresentar, pelo menos, um fragmento com 75% da nota ou um conjunto de fragmentos que, por justaposição, perfaça essa mesma percentagem.

 

escudo foi criado em 22 de maio de 1911, cinco meses após a Proclamação da República, por decreto do Governo Provisório. O ministro das Finanças era, então, José Relvas.

 

A nova moeda renovou o sistema monetário português, colocou a unidade monetária portuguesa ao nível das dos outros países e evitou as desvantagens práticas do real (moeda da monarquia), cujo valor era muito pequeno, o que obrigava ao emprego de grande número de algarismos para representar na escrita uma quantia. Assim, a taxa de conversão foi fixada em mil réis (reais).

 

A nova moeda foi buscar o nome ao início da II Dinastia. O Rei D. Duarte, quando decidiu retomar a cunhagem em ouro, mandou bater os primeiros escudos, dado que era esta a figura que aparecia representada na moeda. Ao longo da história da monarquia, outros reis mandaram cunhar moedas de ouro com esta denominação.

 

O euro começou a fazer parte da vida dos portugueses a 1 de janeiro de 2002, coabitando com o escudo até 28 de fevereiro desse ano, quando a velha moeda republicana portuguesa, com 91 anos, desapareceu para sempre.

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