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Ponte de Lima

P. Lima: D. Teresa chegou… “e fez vila o lugar de Ponte” – Foi há 899 anos

4 Março, 2024 - 00:04

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Foral atribuído no dia 4 de março de 1125.

Ostenta com orgulho o nome de Vila Mais Antiga de Portugal. Assim é. Foi a 4 de março de 1125 que a Condessa D. Teresa de Leão outorgou carta de foral à vila, referindo-se à mesma como Terra de Ponte.

 

Anos mais tarde, já no século XIV, D. Pedro I, atendendo à posição geo-estratégica de Ponte de Lima, mandou muralhá-la, pelo que o resultado final foi o de um burgo medieval cercado de muralhas e nove torres, das quais ainda restam duas, vários vestígios das restantes e de toda a estrutura defensiva de então, fazendo-se o acesso à vila através de seis portas.

 

A ponte, que deu nome a esta terra, adquiriu sempre uma importância de grande significado em todo o Alto Minho, atendendo a ser a única passagem segura do Rio Lima, em toda a sua extensão, até aos finais da Idade Média.

 

A primitiva foi construída pelos romanos, da qual ainda resta um troço significativo na margem direita do Lima.

 

 

 

 

Décimo Junio Bruto

Da vasta história do concelho fazem parte vários episódios históricos, entre eles o do general romano Décimo Junio Bruto que terá sido o primeiro a atravessar o rio Lima.

 

Descobertas recentes apontam que terá levado os seus homens – cerca de 10.000 – até Castro Laboreiro, no concelho de Melgaço.

 

Tudo terá começado com o já conhecido mito do esquecimentoÀ frente do enorme exército, o general romano parou nas margens do rio Lima.

 

As tropas recusaram avançar.

 

Aquele era o rio então chamado de Lethes ou também Oblívio. Acreditava-se que era o rio do esquecimento e, se atravessado, fazia com que a pessoa se esquecesse da sua identidade e da sua pátria.

 

O general romano, sem ponta de medo, decidiu atravessar. Tomou nas mãos o estandarte da legião. Cruzou o rio.

 

 

Recriação histórica, em Ponte de Lima, do momento em que o general atravessa o rio

[Fotografia: DR]

 

 

 

A partir da outra margem chamou os soldados um por um – pelo nome – para convencê-los de que não se tinha esquecido de nada e podiam atravessar para continuar a campanha militar.

 

Assim foi. O enorme exército seguiu para Norte. Encontraram o rio Minho e – diz-se – ficaram fascinados ao ver pela primeira vez o sol a pôr-se no oceano Atlântico.

 

Tiveram de combater vários povos.

 

Entre eles, alguns mais aguerridos, como os brácaros. Tudo ficou ainda mais complicado quando os galaicos vieram em auxílio dos brácaros – mais de 60.000 homens.

 

Em vão. Embora em menor número, o conhecimento militar e a eficácia do exército comandado por Décimo Júnio Bruto depressa vieram ao de cima. A vitória valeu ao general o agnome de Galaico – Decimus Iunius Brutus Callaicus.

 

 

Programa

Esta segunda-feira, o programa oficial das Comemorações do Dia de Ponte de Lima começa com a inauguração da exposição Caminhos “Vilas e Cidades do Caminho Português: Ponte de Lima” na Torre da Cadeia Velha às 11h00.

 

Às 14h30 inaugura-se a obra de restauro da Capela de Santiago, situada na freguesia da Correlhã.

 

A simbólica deposição da coroa de flores na estátua de D. Teresa está marcada para as 16h30, seguindo-se a sessão solene agendada para as 17 horas na Igreja Matriz.

 

A sessão solene contará com a atuação do prestigiado violinista limiano João Silva, durante a qual se realizará a palestra “O Caminho de Santiago – protagonismos de Ponte de Lima no alicerçar da tolerância e Identidade europeias” com o historiador Joel Cleto.

 

O autor do hino a Ponte de Lima, o Maestro Amílcar Morais será homenageado, ainda durante a sessão solene, momento que contará com a participação da Banda de Música de Ponte de Lima.

 

Integrando o programa cultural das comemorações do Dia de Ponte de Lima, realiza-se o I Congresso “Ponte de Lima: do Neolítico à Idade Média” no Auditório Municipal, nos dias 4 e 5 de março.

 

 

 

[Fotografia: DR]

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