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Vila Praia de Âncora

Operação de desassoreamento do portinho de Vila Praia de Âncora já arrancou

5 Janeiro, 2013 - 11:40

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A operação de desassoreamento do portinho de Vila Praia de Âncora, em Caminha, arrancou esta quinta-feira depois de anos de reivindicações locais e de muitos pescadores terem desistido da atividade.

A operação de desassoreamento do portinho de Vila Praia de Âncora, em Caminha, arrancou esta quinta-feira depois de anos de reivindicações locais e de muitos pescadores terem desistido da atividade.

“A última dragagem foi feita há quatro anos, mas nos últimos dois a situação ficou muito má, com a barra totalmente assoreada. Basta ver que em 2010 tínhamos 31 embarcações e hoje são cerca de 20 e a maior parte, os mais novos, emigraram”, explicou ontem à agência Lusa o presidente da associação de pescadores de Vila Praia de Âncora.

A título de exemplo, Vasco Presa recorda que só em dezembro os portos vizinhos de Viana do Castelo e Caminha chegaram a permitir mais de 20 dias de saída para a pesca. Situação completamente diferente da realidade em Vila Praia de Âncora, devido ao assoreamento.

“Os que conseguiram trabalhar mais não foram mais do que cinco dias ao mar. Hoje, um dia espetacular, ficou tudo em terra porque não se conseguia sair”, explicou ainda.

O desassoreamento do portinho de Vila Praia de Âncora, construído há cerca de uma década, foi considerado prioritário pela secretaria de Estado do Mar, por a situação atual condicionar a atividade piscatória, tendo a operação arrancado esta quinta-feira.

“É um mal menor porque a única solução definitiva seria corrigir os molhes. Antes de existir este portinho os pescadores podiam sair normalmente e isso deixou de acontecer”, explicou à agência Lusa o presidente da Junta de Vila Praia de Âncora, Manuel Marques.

O autarca recorda que a pesca ainda movimenta na freguesia cerca de 100 famílias e indiretamente “todo o setor da restauração”. Por isso reclama uma solução “definitiva” para o porto de pesca local.

“Esta operação de desassoreamento vai reduzir os problemas, mas terá de ser feita todos os anos. Por isso não tem sentido fazer apenas isto”, sublinhou.

O autarca também já pediu uma reunião ao Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, responsável pela obra, por não concordar com a deposição das areias retiradas durante a operação na praia local.

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