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Vila Nova de Cerveira

Música: Nove anos depois… ‘Cerveira ao Piano’ está de volta! – Saiba TUDO

15 Junho, 2022 - 14:22

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Prestigiado festival vai ser recuperado e regressa já este ano.

O festival Cerveira ao Piano vai regressar este ano. A informação foi avançada à Rádio Vale do Minho por fonte próxima da organização e aí estão as datas: 22 e 23 de julho, no Auditório Municipal de Vila Nova de Cerveira.

 

É preciso recuar até agosto de 2013 para encontrar a última edição deste evento, ainda com José Manuel Carpinteira (PS) ao leme daquele Município que ficou desde então conhecido como Vila das Artes.

 

Entretanto os socialistas perderam o poder nesse mesmo ano e reconquistaram-no no ano passado com Rui Teixeira.

 

“Rui Teixeira está a devolver a Cerveira aquilo que o concelho tinha perdido. O carisma e aquela superioridade no mapa de eventos culturais. Em poucos meses, está a tornar o concelho novamente na Vila das Artes tão sonhada por José Manuel Carpinteira”, disse a mesma fonte à Rádio Vale do Minho.

 

“O atual presidente da Câmara é de uma eficácia enorme na captação de investimento. Isso já se está claramente a notar na economia cerveirense. Mas Rui Teixeira não esqueceu nem está esquecer a grande imagem de Cerveira, que é a cultura. Recuperar este evento é de uma proeza notável”, acrescentou.

 

Abram alas ao gigante Wim Mertens

Sabe a Rádio Vale do Minho que o belga Wim Mertens é um dos nomes mais sonantes no cartaz do regresso do Cerveira ao Piano. É considerada uma das mais emblemáticas figuras da mais avançada música contemporânea. Um artista com uma obra de referência que se espalha por 40 anos de intensa criatividade.

 

Vai subir ao palco no segundo dia do festival, a 23 de julho.

 

 

Wim Mertens vai estar no Cerveira ao Piano

 

 

 

Mas também nesse dia vai tocar Rui Massena, que tem orgulhado os portugueses. Com cinco anos tocava as primeiras peças, e com oito anos a sua primeira composição.

 

Prosseguiu os estudos de piano e paralelamente, começou a sua ligação a coros, ensembles e pequenas orquestras. Esta ligação conduziu-o à sua primeira experiência como maestro de coros, e pontualmente, ensemble orquestrais, e com 16 anos começou a escrever para essas formações. Fazer música em conjunto era o seu sonho, o que o inspiraria a abraçar a carreira de Maestro.

 

Entre 2001 e 2013, Rui Massena estreou dezenas de obras nacional e internacionalmente, dirigiu mais de trinta orquestras nacionais e internacionais de relevo e em salas de referência mundial.

 

De 2003 a 2017, Rui Massena dirigiu, escreveu e arranjou, em linguagem sinfónica para inúmeros artistas com especial relevância no trabalho sobre Max, Da Weasel, Expensive Soul e Jorge Palma.

 

Mais tarde, em 2019, foi convidado pela organização do ‘Rock in Rio’ para a direção e orquestração musical do espetáculo sinfónico comemorativo dos quinze anos da presença da marca em Portugal.

 

 

 

Rui Massena vem à Vila das Artes

 

 

 

Abertura com Chassol e Rodrigo Leão

O festival abre da melhor forma, a 22 de julho com dois nomes já emblemáticos neste campo: Chassol e Rodrigo Leão.

 

O francês Chassol já tem um longo percurso: começou aos 20 anos a tocar para outros músicos, fazer arranjos, a compor para filmes ou a fazer música para publicidade – confessou detestar a última na masterclass no Cine-Teatro Louletano.

 

Conhecido em parte por ter trabalhado com Phoenix, Sébastien Tellier e, mais recentemente, Frank Ocean e Solange (em BlondeEndless e When I Get Home), o currículo de Chassol é rico em colaborações, mas destaca-se a solo pelo trabalho com uma técnica muito específica: o “ultrascore”.

 

Esta forma de conceber música resulta de uma influência muito forte do cinema e consiste em retirar sons à partida não-musicais e melodiá-los ou harmonizá-los maioritariamente a partir de elementos audiovisuais.

 

Exemplos não faltam para demonstrar o brilhantismo (e possível ouvido absoluto) de Chassol, já que desta técnica resultam Nola ChérieIndiamore ou Big Sun (disco de 2015 que veio apresentar nesta edição do Som Riscado).

 

 

Chassol estará no primeiro dia do Cerveira ao Piano

 

 

 

Nesse mesmo dia, vai também passar pelo palco Rodrigo Leão. 

 

Em 2018, comemorou o 25º aniversário de uma carreira a solo que o levou ao reconhecimento global.

 

Foi em 1993 que Rodrigo, então ainda parte integrante dos Madredeus, editou o seu primeiro trabalho em nome próprio: Ave Mundi Luminar explorava recantos criativos que não cabiam nos seus projectos anteriores. O disco tornou-se num sucesso inesperado e o resto, como se costuma dizer, é história.

 

No quarto de século que decorreu desde Ave Mundi Luminar, Rodrigo tornou-se num dos mais queridos de todos os artistas portugueses, e não apenas entre nós! A par dos álbuns que chegaram ao 1º lugar das tabelas de vendas em Portugal, várias gravações suas viram edição internacional em marcas tão prestigiadas como a Deutsche Grammophon ou a Sony Classical.

 

Explorando sem medos as múltiplas possibilidades da composição, entre o popular e o erudito, o electrónico e o orquestral, o seu nome é citado ao lado de referências da música contemporânea como Ryuichi Sakamoto, Ludovico Einaudi ou Jóhann Jóhansson. 

 

 

Rodrigo Leão, outro dos gigantes que vai estar no Cerveira ao Piano

 

 

Apurou a Rádio Vale do Minho também que os bilhetes para o regresso do Cerveira ao Piano vão ser colocados em breve. Os locais serão anunciados oportunamente.

 

[Fotografia: Ilustrativa/DR]

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