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Mosquito-tigre (portador de vários vírus) já está em Portugal

27 Setembro, 2023 - 17:30

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Aedes albopictus.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) informou, esta quarta-feira, que a espécie o mosquito-tigre asiático (Aedes albopictus), que pode transmitir às pessoas doenças como chikungunya, dengue e zika, “foi identificada pela primeira vez no Município de Lisboa”.

 

“O mosquito foi detetado pela primeira vez no país em 2017, na região Norte e, posteriormente, na Região do Algarve (2018) e Alentejo (2022). É conhecida a sua expansão pelo sul da Europa onde se tem vindo a instalar, nos últimos anos, em países como Itália, França e Espanha”, lê-se no comunicado enviado às redações, divulgado pela SIC Notícias.

 

A DGS sublinha, ainda assim, que “até ao momento (…) não foram identificados nestes mosquitos quaisquer agentes de doenças que possam ser transmitidas às pessoas, nem se registaram casos de doença humana”.

 

Ainda assim, a DGS informa que “reforçou a vigilância entomológica e epidemiológica, estando em curso a implementação de medidas para controlar a população de mosquitos”.

 

 

Espécie tem proliferado na Galiza

Conforme noticiou recentemente a Rádio Vale do Minho, vários exemplares de mosquito-tigre asiático  foram registados no Município galego de Moaña, muito próximo da fronteira com o Alto Minho [cerca de 30 minutos de carro].

 

 

 

Localização do Município de Moaña na Galiza

[Fonte: DR]

 

 

 

 

Esta espécie, conforme explica o portal Wilder, diferencia-se do mosquito comum (Culicidae) pelo facto de ser portador de vários vírus, alguns deles considerados perigosos nomeadamente dengue, chikungunya (uma doença viral caracterizada por febre altas e dores nas articulações), e também do vírus Zika, que pode causar febre, erupção cutânea, dor articular ou conjuntivite.

 

É razoavelmente pequeno em tamanho. Não ultrapassa 1 centímetro.

 

Refere o mesmo portal que a presença deste mosquito registada em 2018 e 2019 noutras comunidades espanholas não provocou a circulação daqueles vírus.

 

No entanto, foram registados casos isolados de dengue.

 

A Junta da Galiza já se encontra em articulação com o Município de Moaña no sentido de evitar a dispersão do mosquito.

 

Será também reforçada a vigilância epidemiológica para possíveis casos de picadas.

 

A população será também informada sobre o modo de evitar a proliferação do mosquito e picadas.

 

Este inseto tende a reproduzir-se em locais de água estagnada durante mais de uma semana.

 

Especialistas estão a recomendar, por isso, à população que esteja sobretudo atenta a bebedouros para animais de estimação.

 

 

 

 

[Fotografia: Wilder]

 

 

Está já também a ser recomendada uma boa higiene pessoal e uso de repelentes eficazes para minimizar o risco de picadas.

 

 

 

[Fotografia capa: DR]

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