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Monção

Monção: “Um em cada três metros quadrados ardeu” – Foi há cinco anos [FOTOS]

15 Outubro, 2022 - 00:01

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Incêndio florestal de 15 de outubro de 2017 foi, provavelmente, o maior de sempre em Monção.

“A questão da floresta e do ordenamento tem, obrigatoriamente, de passar por alterações legislativas mais fortes, que sejam um sinal e que forneçam ferramentas aos Municípios para atuar de forma mais objetiva”.

 

As palavras são do Presidente da Câmara de Monção, António Barbosa, quando passam cinco anos sobre aquele que foi – provavelmente – o maior incêndio florestal de sempre em Monção.

 

No concelho, ninguém esquece aquele fatídico dia 15 de outubro de 2017.

 

“Um em cada três metros quadrados do concelho ardeu”. Esta é das frases lapidares que ficou para sempre, na hora das contas aos prejuízos causados pelas chamas.

 

 

O terror e o pânico varreram o concelho a 15 de outubro de 2017

[Fotografia: Arquivo/Márcio Ferreira]

 

 

Barbosa: “Temos uma lei manca

“A legislação foca-se na limpeza de faixas na proximidade de habitações mas esquece tudo o resto. Temos uma lei manca, que pensa na primeira linha de defesa… mas fica por aí”, lamentou o autarca de Monção. “A legislação devia ser mais intensa e mais objetiva quando falamos de floresta, que deveria ser um recurso económico a favor das populações e não está a ser como deveria”.

 

Foi o pânico em todas as freguesias. Toda a Estrada Nacional 202 cortada ao trânsito, com labaredas de um lado e do outro da estrada. Caiam lágrimas perante as chamas que ameaçavam as habitações. 

 

“Foi um incêndio que consumiu grande parte da área florestal do concelho de Monção. No entanto, grande parte das áreas que arderam são de privados onde é mais difícil um planeamento de reflorestação ou de qualquer outro tipo de intervenções”, realçou Barbosa.

 

Uma data dolorosa também para a organização do FolkMonçãoAs chamas destruíram totalmente o armazém onde estava guardado todo o material do festival. 

 

 

 

Armazém do FolkMonção totalmente destruído pelas chamas

 

 

 

Entretanto passaram-se cinco anos. Houve já reflorestação por todo o concelho, sobretudo nas áreas mais afetadas pelo fogo, nomeadamente Merufe. Esta freguesia recuperou 42,7 hectares de floresta dos mais de três mil consumidos em 2017 pelos fogos. Até 2024 tem de executar fundos de quase 1 milhão de euros em reflorestação.

 

A Junta de Freguesia local mostra-se preocupada agora com uma outra “praga” que surge em zonas de difícil acesso: o eucalipto. 

 

“O trabalho de reflorestação de de ordenamento está ainda a dar os primeiros passos. Ainda há muito a fazer”, admitiu António Barbosa.

 

 

As chamas entravam propriedades dentro e levavam vinhas sem piedade

[Fotografia: Arquivo/Márcio Ferreira]

 

 

O gigantesco fogo demorou mais de 24 horas a ser extinto. A área ardida ascendeu a 4.300 hectares. Foram atingidas 20 das 33 freguesias (antiga denominação administrativa).

 

Além de animais mortos e alfaias agrícolas destruídas, contabilizaram-se cinco casas de primeira habitação ardidas mais um anexo com recheio de habitação, 28 edifícios devolutos, 51 anexos de apoio à agricultura e algumas empresas dedicadas à transformação de madeira e de pedra. Foram afetados 15 postos de trabalho.

 

 

[Fotografias capa: Arquivo/Márcio Ferreira]

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