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Autárquicas

Monção: «Que ninguém duvide do sexto sentido das mulheres!», diz candidata à Junta de Cambeses

7 Agosto, 2017 - 02:28

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Engenheira agrónoma de profissão, Catarina Lourenço faz parte do leque de mulheres que encabeçam listas às próximas autárquicas.

“Não. Não custa ser mulher na política”. Taxativa e com um enorme sorriso, Catarina Lourenço respondeu desta forma, com ar descontraído, à Rádio Vale do Minho à margem da cerimónia de inauguração do novo Centro Pastoral de Cambeses, em Monção.
Engenheira agrónoma de profissão, é candidata pelo PS à presidência da Junta daquela freguesia nas próximas eleições autárquicas. É mais uma mulher a encabeçar uma lista no concelho. Soma-se a outras em todo o distrito de Viana do Castelo. “As pessoas tendem a achar que uma mulher é menos capaz do que um homem, mas não é bem assim. Uma mulher é sempre capaz!”, disparou sem perder o sorriso.
Nos últimos anos, a autarca integrou o Executivo do atual presidente de Junta de Cambeses que agora se despede após três mandatos consecutivos. A experiência acumulada permitiu-lhe abraçar o repto lançado pelo partido. “Tenho uma equipa que sei que é capaz”, disse.
Na «mala», Catarina Lourenço já guarda projetos misturados com sonhos que deseja concretizar. Melhorar ainda mais a rede viária é prioridade mas, mesmo sem pedirmos, a candidata socialista deixou transparecer um brilho nos olhos ao revelar-nos uma das maiores metas traçadas. “A nossa Praça de Nª Srª dos Milagres é uma das mais bonitas do concelho. Queremos embelezá-la ainda mais”.
Receio de adversários é algo que parece não existir nesta candidata. De porte vincado e voz firme, só faltou mesmo colocar mão na anca para mostrar a força da mulher alto-minhota. “Que ninguém duvide do sexto sentido das mulheres”, avisou com uma gargalhada. “A nossa lista é composta maioritariamente por mulheres e acho que deve haver cada vez mais mulheres na política! Não só pela nossa sensibilidade como também pela nossa intuição. Somos mais perfecionistas e muito sentimentais… pelo menos eu sou!”, finalizou.
Ao nível camarário, os números dão que pensar: nas últimas eleições autárquicas, em 2013, o conjunto dos 308 concelhos de Portugal elegeu 23 mulheres presidentes de câmara. O número representa um pouco mais de sete por cento do total de presidentes eleitos. Se pensarmos no país apenas a norte do Mondego, o panorama é ainda mais desolador: cinco eleitas em 142 concelhos, ou seja, apenas 3,5 por cento. Nos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Guarda e Viseu não foram eleitas presidentes do sexo feminino. Nem uma. No distrito do Porto, por exemplo, há apenas uma mulher entre os dezoito presidentes camarários. Aveiro e Coimbra também só elegerem uma, Bragança, duas.
Em 2013, para a Assembleia de Freguesia de Cambeses, o PS obteve 47,34% dos votos. O PSD ficou logo atrás com 43,98%. O CDS-PP não foi além dos 4,2% nesta freguesia. As próximas eleições autárquicas realizam-se no dia 1 de outubro.

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