O Palácio da Brejoeira, em Monção, está nomeado para o concuro 7 Novas Maravilhas de Portugal, na categoria de História.
O anúncio foi feito pela administração do palácio nas redes sociais.
“Acreditamos profundamente no valor histórico deste ex-líbris do Alto Minho e naquilo que representa para esta região. Expressivo da força e memória cultural de uma comunidade, é, indiscutivelmente, um monumento que conta o passado das nossas gentes, projetando-se para o futuro como gerador de valor acrescentado no ramo vitivinícola”, lê-se.
“O emblemático Palácio da Brejoeira sempre deixou marca nos monçanenses e nos que por aqui passaram, com ou sem intenção. É impossível ficar-lhe indiferente. A história do palácio cruza-se tantas vezes com a própria Historia de Portugal que é impossível dissociá-las. Mais que um património vivo é um testemunha de resiliência, garra e coesão territorial”, acrescenta.

[crédito fotografia: Palácio da Brejoeira]
Sobre a Brejoeira
O palácio é um edifício de estilo Neoclássico, ainda com influência barroca, foi mandado construir no início do século XIX, por Luís Pereira Velho de Moscoso, Fidalgo da Casa Real e Cavaleiro da Ordem de Cristo, entre outras funções honrosa no seio da comunidade Monçanense.
Este mandou edificar o Palácio da Brejoeira, numa antiga quinta de família chamada Quinta do Vale da Rosa.
A Brejoeira sempre produziu vinho, embora sem a importância que assumiu a partir de 1976, altura em que foi lançada a marca PALÁCIO DA BREJOEIRA.
Antes da instalação da vinha de Alvarinho,o vinho era destinado ao consumo familiar ou vendido a granel para pequenas mercearias, com as castas Bracelho, Pedral e Negrão (Vinhão).
Em 1964, Maria Hermínia d’Oliveira Paes procurou o Engenheiro João Simões de Vasconcelos, com quem se aconselhou, iniciando nesse ano,com a assessoria deste na vinicultura, a plantação dos primeiros hectares de vinho Alvarinho.
Contou mais tarde com o apoio do Engenheiro Agrónomo Amândio Galhano, na enologia.
Já em 1974, Maria Hermínia d’Oliveira Paes construiu uma adega com todas as condições necessárias para a produção de vinho Alvarinho e dois anos mais tarde, em 1976, o seu sonho é realizado: é lançado o PALÁCIO DA BREJOEIRA Alvarinho, engarrafado na origem.
Em 2010 abriu pela primeira vez ao público visitas guiadas.
Maria Hermínia d’Oliveira Paes residiu na área privada do Palácio até à data do seu falecimento, que ocorreu a 30 de dezembro de 2015.
Gala de abertura em Monção
Conforme avançou a Rádio Vale do Minho, a gala de abertura da edição deste ano do concurso 7 Maravilhas vai ter lugar em Monção. Vai acontecer no próximo dia 13 de junho, sábado.
A edição deste ano do concurso 7 Maravilhas, conforme referido, vai eleger as Novas 7 Maravilhas de Portugal. Conta com o apoio da TVI e do VisitPortugal.
Vai focar-se na diversidade histórica e moderna, dividida em sete categorias.

[fonte: 7 Maravilhas de Portugal]
A final será em julho. O grande objetivo da edição deste ano, segundo a organização, é “celebrar o património construído, promovendo o turismo e a identidade nacional”.
O concurso é um projeto afiliado à New 7 Wonders Foundation e todas as fases são auditadas pela PwC.
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