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Monção

Monção: Dois jovens sentem-se mal e esperam 1 hora pelo INEM

28 Julho, 2026 - 01:32

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Em Longos Vales.

Viveram-se momentos de grande susto durante a tarde do passado domingo na freguesia de Longos Vales, em Monção. Dois jovens sentiram-se mal e o INEM demorou cerca de uma hora a chegar após o primeiro pedido de socorro.

 

Em declarações à TVi, o Presidente da Junta de Freguesia, Márcio Ferreira, explicou que tudo aconteceu durante um Festival de Folclore.

 

Uma jovem de 16 anos sentiu-se mal e, “quase ao mesmo tempo”, um jovem de 21 anos “com problemas cardíacos” começou também a apresentar queda súbita no estado de saúde.

 

O primeiro alerta, segundo o autarca, foi registado às 18h33. Numa segunda chamada, às 18h44, o Presidente da Junta alertou o INEM para as condições de saúde do rapaz.

 

“Foi-nos dito que não havia bombeiros disponíveis em Monção, Melgaço, Valença, Paredes de Coura e nem em Vila Nova de Cerveira. Estava ser equacionada a deslocação de uma equipa de Caminha”, disse. “Isto a mais de 60 quilómetros de distância para socorrer estes dois jovens”.

 

Ninguém chegava e o Presidente da Junta realizou ainda uma terceira chamada para “aferir do que realmente estava a acontecer”.

 

“Foi-nos dito que faltavam meios, sobretudo nesta altura”, disse.

 

O INEM acabou por chegar. Veio uma viatura de Melgaço.

 

“Se tem ocorrido ao mesmo tempo uma situação em Melgaço, provavelmente teríamos aqui uma fatalidade, sendo que este tempo de resposta poderá ter colocado em risco a saúde destes dois jovens”, sublinhou Márcio Ferreira.

 

O Presidente da Junta já manifestou, por escrito, a sua indignação ao INEM após este episódio. Desconhece-se o atual estado de saúde dos dois jovens.

 

Entretanto, esta segunda-feira, de acordo com o Notícias ao Minuto, o Ministério da Saúde esclareceu, na tarde desta segunda-feira, que “ao contrário do que está a ser veiculado, é falso que esteja em curso a retirada de 100 ambulâncias do INEM ou qualquer processo de desmantelamento do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM)“.

 

Refere ainda a tutela que “não está em causa qualquer desmantelamento do SIEM, nem qualquer redução da capacidade de resposta às populações”.

 

Explica aquele Ministério queo que está em curso é um processo de modernização e reorganização do INEM, destinado a reforçar a sua capacidade operacional, aproximar os meios dos cidadãos e garantir uma resposta de emergência médica mais rápida, mais eficaz e mais segura“, com a reorganização prevista a assentar “em critérios técnicos e clínicos“.

 

“A eventual transferência da gestão das Ambulâncias de Emergência Médica para as Unidades Locais de Saúde não implica a eliminação de qualquer meio operacional, garante.

 

Sobre a evolução das viaturas de Suporte Imediato de Vida (SIV) para viaturas ligeiras, o Ministério da Saúde considera que “não representa qualquer perda de capacidade assistencial“, e, “pelo contrário, permite adequar o meio à missão destas equipas, tornando-as mais rápidas, mais ágeis e mais próximas das populações.”

 

 

 

[crédito fotografia: ilustrativa/DR]