“Uma comunidade verdadeiramente inclusiva não é aquela onde todos são iguais. É aquela onde ninguém fica para trás por ser diferente”, defendeu o presidente da Câmara de Paredes de Coura na abertura do Congresso de Neurodiversidade, sublinhando que “é esse o compromisso de Paredes de Coura”.
Nesta iniciativa que ao longo de dois dias pretende constituir como um espaço de partilha, reflexão e aprendizagem em torno da Perturbação do Espetro do Autismo (PEA), Tiago Cunha recordou que o Congresso de Neurodiversidade “é apenas a parte visível de um trabalho muito maior e, por isso, este congresso não é o princípio nem o fim de um trabalho”.
O autarca de Paredes de Coura relembrou também que uma escola inclusiva não se constrói apenas com boas intenções.
“Constrói-se com conhecimento, com ferramentas e com profissionais preparados. Por isso, temos capacitado, e continuaremos a fazê-lo, quem está diariamente com as nossas crianças”.
Tiago Cunha desafiou ainda a que não olhemos para a PEA como a “lepra do século XXI”.
“Não podemos permitir que um diagnóstico se transforme numa marca social. Não podemos aceitar que uma criança seja reduzida àquilo que o seu diagnóstico diz sobre ela”, defendendo que “uma criança que sofra de perturbação do espectro do autismo é uma criança. Não é um autista”, concluiu.
Promovido pela Equipa PIPSE – Município de Paredes de Coura, em colaboração com o CENFIPE e o Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura, este I Congresso de Neurodiversidade procura promover a disseminação de conhecimentos, experiências e boas práticas que contribuam para uma comunidade mais informada, inclusiva e preparada para compreender e apoiar as pessoas com PEA.
Destina-se a professores, educadores, assistentes operacionais, pais e familiares, técnicos especializados e comunidade em geral, procurando envolver todos aqueles que, direta ou indiretamente, fazem parte do percurso das pessoas com Perturbação do Espetro do Autismo.
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