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Minho: Jovem que andava a atear fogo em freguesias vai ser internado

31 Julho, 2025 - 19:02

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Foi detido pela PJ.

O jovem de 20 anos que foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) de Braga, na terça-feira, pela suspeita de ter ateado cinco fogos em várias freguesias dos concelhos de Guimarães e Fafe, vai ser internado para receber tratamento psiquiátrico.

 

Avança o jornal O Minho que o suspeito foi presente esta tarde ao juiz no Tribunal de Guimarães.

 

Foi-lhe decretada como medida de coação Termo de Identidade e Residência. Foi depois conduzido para a clínica de psiquiatra e saúde mental do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.

 

Conforme noticiou a Rádio Vale do Minho, este jovem  foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), com a ajuda da Guarda Nacional Republicana (GNR), por ser o presumível autor de cinco crimes de incêndio florestal, que ocorreram entre os dias 16 de junho e 6 de julho, em várias freguesias dos concelhos de Fafe e Guimarães, no distrito de Braga.

 

“Durante este período, as freguesias de Arões, Cepães e Infantas foram atingidas por uma onda de incêndios florestais, causando alerta entre a população local e consumindo vários hectares de floresta”, pode ler-se em comunicado divulgado pela PJ.

 

A PJ refere ainda que “tal anomalia no registo de ocorrências havia já sido registada em anos anteriores”. 

 

As diligências realizadas resultaram na “identificação de um homem” que, no período noturno, “com a utilização de um ciclomotor, movimentava-se por estradas secundárias no meio da floresta e, através de chama direta, procedia a inúmeras ignições”.

 

“Os vários locais onde os incêndios ocorreram situam-se em zonas com condições de propagação a manchas florestais de grandes dimensões, gerando risco acentuado, potencialmente alimentado pela carga combustível ali existente e pela orografia própria da região, onde existem aglomerados habitacionais e edifícios industriais”, explica a PJ, tendo sido recolhido “um vasto acervo probatório”.

 

A PJ acrescenta ainda que o combate aos incêndios “implicou a utilização de meios aéreos e terrestres”.

 

 

[crédito fotografia: ilustrativa/DR]