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Lisboa: “Mataram o Rei!” – Há 115 anos aconteceu um dos maiores dramas da nossa História

1 Fevereiro, 2023 - 20:58

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Ao final da tarde de 1 de fevereiro de 1908.

Passavam poucos minutos das 17h30 daquela tarde de 1 de fevereiro de 1908 quando o Rei D. Carlos, a Rainha D. Amélia, e os príncipes D. Luís Filipe e D. Manuel atravessavam o Terreiro do Paço, em Lisboa, numa carruagem aberta.

 

Subitamente, um homem de barbas dirigiu-se para o meio da faixa de rodagem. Fez pontaria e disparou. A bala acertou em cheio no pescoço do rei, que morreu instantaneamente.

 

Gerou-se o pânico entre as centenas de pessoas. Este atirador veio mais tarde a ser identificado como Manuel Buiça, de 32 anos.

 

Surge então um segundo atirador, Alfredo Costa, de 28 anos. Tenta subir à carruagem, mas a rainha fustiga-o com um ramo de flores.

 

O príncipe Luís Filipe saca de um revólver de bolso, mas é atingido no peito. A bala era de pequeno calibre sem provocar-lhe ferida mortal. Na resposta conseguiu disparar quatro tiros sobre o atacante que caiu da carruagem.

 

Luís Filipe levantou-se, junto a sua mãe, ficou na linha de tiro de Alfredo Costa. Desta vez, com uma carabina, o assassino atira a matar: uma bala de grosso calibre atingiu-o na face esquerda, saindo pela nuca. Não escapou.

 

Os dois regicidas foram abatidos no local pela polícia presente. Isto dificultou posteriores investigações.

 

 

Placa evocativa do regicídio, no Terreiro do Paço, em Lisboa

[Fotografia: DR]

 

 

Os jornais de todo o mundo publicaram desenhos representativos do atentado, baseadas nas descrições, com elementos mais ou menos fantasiosos, mas sendo sempre presente a imagem de Dª Amélia, de pé, indiferente ao perigo, fustigando os assassinos com um frágil ramo de flores.

 

Em Londres, os jornais exibiam fotos das campas dos regicidas com a legenda “Lisbon’s shame!”.

 

Com D. Carlos e o Príncipe Herdeiro mortos, foi D. Manuel a assumir a coroa de Portugal como D. Manuel II. Seria o último rei. Uma nova era começaria dentro de dois anos… a 5 de outubro.

 

Os túmulos do Rei D. Carlos e de D. Luís Filipe encontram-se na Igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa.

 

 

[Fotografia capa: DR]

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