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Monção

Liliana Neves (de Monção) vence prémio por trabalho sobre Caminho de Santiago

31 Maio, 2024 - 20:02

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Natural da freguesia de Badim.

Liliana Neves, da Universidade do Minho, e natural da freguesia de Badim, em Monção, recebeu o Prémio de Investigação da Cátedra sobre o Caminho de Santiago e as Peregrinações 2024, pela sua tese doutoral sobre o apoio aos caminhantes prestado pelas Misericórdias no período moderno.

 

distinção foi atribuída pela Agência Galega de Turismo, a Catedral de Santiago e a Universidade de Santiago de Compostela (USC).

 

O concurso teve candidatos de Espanha, Polónia, Brasil e Portugal.

“Estou muito feliz por este reconhecimento internacional sobre os meus contributos históricos no âmbito das peregrinações”, sorri Liliana Neves.

 

A autora é licenciada, mestre e doutorada em História pela UMinho e aí investiga no Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT), integrando ainda o grupo História Social a Norte

 

A tese laureada, “Caminhos que se cruzam. A presença de peregrinos e viajantes no Norte de Portugal: as Misericórdias (séculos XVII e XVIII)” foi defendida em dezembro no Instituto de Ciências Sociais da UMinho e financiada com uma bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

 

 

 

Um “porto seguro”

O trabalho focou a assistência social das Misericórdias do Norte de Portugal à população em trânsito, numa época em que viajar e peregrinar era desafiante, pelos elevados custos e perigos, entre outras dificuldades.

 

 

O estudo procurou entender o contexto, as crenças e os eventos que levaram a esta caridade praticada, como a ascensão das romarias e os efeitos da contrarreforma católica.

 

A autora avaliou depois as estratégias das Misericórdias para controlar quem era ou não beneficiário da ajuda, a qual envolvia desde cartas de guia a esmolas, cavalgaduras, pernoitas, enfermaria ou cuidados espirituais.

 

“Nem sempre foi pacífico acolher estes viajantes nos edifícios das Santas Casas, embora estas se esforçassem no apoio à população flutuante, que ali encontrava um porto seguro para o descanso e conforto do corpo e também da alma”, refere Liliana Neves.

 

A sua tese caracterizou ainda aqueles caminhantes por origem, destino, profissão, status social e motivação da viagem, segundo os documentos. No global, foram consultados 24 arquivos de Misericórdias do Norte de Portugal e, em Santiago de Compostela, os arquivos históricos do Arcebispado, da Catedral e da USC.

 

Liliana Neves reside atualmente em Sistelo, Arcos de Valdevez.

 

É autora de diversos capítulos de livros e artigos em revistas nacionais e internacionais, além do livro “Peregrinos e viajantes.

 

O auxílio das Misericórdias de Braga e Ponte de Lima (séculos XVII-XVIII)”.

 

Coordena atualmente a Divisão Patrimonial da Santa Casa da Misericórdia dos Arcos de Valdevez. O prémio atribuído, na sua sétima edição anual, foi criado em 2016 e visa promover a investigação no campo da peregrinação e dos caminhos de Santiago.

 

 

[Fotografia: UM]

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