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Galiza

Galiza com a mesma hora de Portugal? Seria “absurdo”, diz professor de Física

27 Março, 2022 - 02:00

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Explicação de Jorge Mira Pérez, professor de Física na Universidade de Santiago.

O horário de Verão está aí, e do lado de lá do rio Minho há sempre quem levante a questão: e se a Galiza tivesse o mesmo fuso horário de Portugal continental?

 

Ao jornal Quincemil, Jorge Mira Pérez, professor de Física na Universidade de Santiago, começou por afirmar que isso seria “absurdo” e deu várias justificações.

 

Atualmente, recorde-se, a hora oficial na Galiza é a mesma em toda a Espanha: define-se em UTC (Tempo Universal Coordenado) +1. Para a Galiza ter a mesma hora que Portugal, teria de regredir uma hora e ficar em UTC+0.

 

“A primeira consequência desta medida seria a de que o cidadão galego avançaria uma hora para a noite. E isso iria desagradar a muitos”, considera o docente.

 

“Os cidadãos galegos estão habituados a ter luz até quase à hora de jantar. Logo, as autoridades governamentais iriam também adiantar o horário dos cidadãos por forma a contrariar as noites maiores. Logo, seria cientificamente absurdo porque a situação voltaria ao mesmo”, explicou.

 

Mas o professor exemplificou àquele jornal com um caso prático.

 

“Imaginemos um galego que tem uma pequena loja que abre das 9h00 às 14h00 e das 16h00 às 19h00, que é a hora a que o sol se põe”, gizou. “Ao mudar para o fuso português, quando o cidadão fechar a loja às 19h00 estará a fazê-lo já em noite fechada. O sol começou a pôr-se às 18h00”.

 

“A solução seria, portanto, adiantar uma hora no horário de trabalho para não sair tão de noite. Então, em vez de fechar às 19h00 a loja passaria a encerrar às 18h00. Qual é o resultado disto? Tudo continuaria igual”, disse.

 

Para Jorge Mira Pérez seria, portanto, “uma operação ridícula” visto que se estaria a “atrasar o fuso horário numa hora para depois adiantar-se horários numa hora e ficar-se exatamente no mesmo lugar”.

 

Portanto, conclui o docente, o melhor mesmo é “deixar o ritmo diário da Galiza e de Espanha correr como corre atualmente”.

 

 

[Fotografia: Ilustrativa/DR]

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