Uma equipa de investigadores liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) estudou os primeiros casos confirmados em Portugal de infeção por ‘Candida auris’.
Trata-se de um fungo resistente a medicamentos considerado uma ameaça à saúde pública global.
Em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, a FMUP descreve que este estudo identifica os primeiros casos de ‘Candida auris’ no país, resultando em conclusões que reforçam a importância da vigilância hospitalar.
A ‘Candida auris’ é uma levedura que pode colonizar a pele e causar infeções invasivas em doentes com fatores de risco, como doenças graves, tratamentos invasivos e uso de antibióticos e imunossupressores.
Considerada uma ameaça à saúde pública global, está disseminada em vários continentes, atingindo cerca de 60 países.
O microrganismo não é transmitido pelo ar, mas sim por contacto entre doentes, entre profissionais de saúde, ou com superfícies e equipamentos contaminados.
Esta espécie distingue-se pela resistência a múltiplos fármacos antifúngicos e pela capacidade de persistir em superfícies e equipamentos, o que pode facilitar a transmissão em unidades de cuidados de saúde.
Em setembro do ano passado, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) alertou para a rápida propagação nos hospitais deste fungo resistente a medicamentos e pediu medidas para travar a sua disseminação.
Em comunicado, o ECDC indicou que, entre 2013 e 2023, foram registados mais de 4.000 casos nos países da UE/EEE (inclui a Islândia, o Liechtenstein e a Noruega), destacando “um salto significativo” em 2023, ano em que foram divulgados 1.346 casos em 18 países.
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