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Paredes de Coura

Foi ele que leu o primeiro comunicado do MFA – Vem a Paredes de Coura

8 Março, 2023 - 16:23

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Memórias da Guerra em África.

Joaquim Furtado, que leu na rádio o primeiro comunicado do Movimento das Forças Armadas (MFA) na madrugada de 25 de abril de 1974, vai estar em Paredes de Coura no próximo sábado, dia 11 de março.

 

Jornalista e uma das vozes mais conhecidas de sempre da rádio, Joaquim Furtado vai marcar presença no ciclo de cinema e audiovisual ‘Memórias da Guerra em África’, que inclui a projeção dos filmes ‘A Guerra’, de Joaquim Furtado, ‘A Costa dos Murmúrios’, de Margarida Cardoso, e ‘A Metamorfose dos Pássaros’, de Catarina Vasconcelos.

 

Para além dos três filmes projetados durante os três dias, o  ciclo de cinema e audiovisual contempla ainda a exibição de curtas-metragens da Escola Superior de Media Artes e Design (ESMAD), do Politécnico do Porto, no sábado, às 15h00, seguindo-se o encontro de Joaquim Furtado com Jorge Campos, pelas 17h00.

 

A iniciativa dá continuidade ao ciclo ‘A Guerra em África’ que decorreu no Centro Mário Cláudio e que, desde o ano passado, tem trazido a Paredes de Coura exposições, debates e exibições, tendo por referência os conflitos que se travaram nas três frentes, Guiné, Angola e Moçambique.

 

Recorde-se que Joaquim Furtado era o jornalista de serviço no Rádio Clube Português na madrugada de 25 de abril de 1974. Viu os estúdios invadidos por oito militares.

 

“Aqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas. As Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas nas quais se devem conservar com a máxima calma.

 

Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo.

 

Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração que se deseja, sinceramente, desnecessária”, leu o jornalista.

 

As palavras ecoariam para a História.

 

 

 

 

Este ciclo, promovido com apoio do município de Paredes de Coura, é complementado por um “acervo documental facultado pelas gentes courenses, que responderam ao desafio colocado pelo Centro Mário Cláudio com a significativa disponibilização de fotografias, cartas e aerogramas, fardamento e condecorações, além de objetos ilustrativos do quotidiano das tropas”.

 

 

[Fotografia: DR]

Tópicos:

#Cinema#Cultura

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