O ferryboat que liga Caminha a La Guardia, Galiza, vai ser vistoriado esta terça-feira antes de poder voltar a navegar após concluída a reparação e recuperado um canal de navegação no rio Minho.
O barco está parado desde meados de outubro devido a uma avaria no motor e será vistoriado por elementos do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) para garantir que se encontra em condições de retomar as habituações ligações. O vice-presidente do executivo caminhense, Flamiano Martins, garante que "logo que sejam conhecidos os resultados", o barco deverá retomar a sua actividade, apontando para esta quarta-feira.
A câmara explica que o problema ficou a dever-se ao "esforço" que o assoreamento do canal provocava no barco, sendo um "tipo de avaria" cuja reparação deverá ultrapassar os 20 mil euros. As dragagens do canal de navegação do ferryboat arrancaram a 09 de novembro e deverão prolongar-se até janeiro, indicou à Lusa, aquando do início dos trabalhos, o alcaide da localidade galega. A operação vai decorrer durante 48 dias úteis, com a retirada diária de cerca de 800 metros cúbicos de dragados, segundo a autorização emitida pela Direção Geral de Costas e Mar de Espanha, a 03 de novembro. Estes trabalhos, que arrancaram do lado de Caminha para permitir ao ferry realizar algumas manobras, vão permitir a retoma da ligação entre as duas localidades "com normalidade durante o tempo necessário para se encontrar uma solução definitiva".
Sem dados oficiais, Flamiano Martins confirma que estas paragens causa alguns "incómodos" ao município, sobretudo no que diz respeito à diminuição de turistas vindos do outro lado do rio Minho que, sem o ferry-boat, têm de dar uma grande volta "e preferem não vir".
O ferry-boat Santa Rita de Cássia deve retomar, na quarta-feira, a ligação entre Caminha e La Guardia. De resto, durante a operação de dragagem, que estará "dependente das condições climatéricas", serão retirados da foz do rio Minho cerca de 28 mil metros cúbicos de areia.
RVM com LUSA
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