O Largo Hermenegildo Solheiro, em Melgaço, foi palco durante a tarde deste sábado de uma impressionante enchente, para assistir à primeira edição do evento Acordar a Terra.
A iniciativa começou ontem à noite. Recorde-se que, segundo a organização, o principal objetivo é mostrar os “saberes e sabores” do concelho.
Não defraudou expetativas. Bem pelo contrário. Durante o dia foram muitos os que se mostraram impressionados com o rigor e com o perfecionismo aplicados no cumprimento das tradições melgacenses – da música, passando pelos trajes até à gastronomia.
Este sábado arrancou com uma arruada pelo Grupo Gaiteiros Rio Mouro e “Uma Ode ao Território”.
Abriram depois os espaços “Terra Viva”, com mostra e venda de produtos da terra. Na “Cozinha da Terra” os potes foram postos ao lume e os fornos de lenha espalharam os aromas e convidar à mesa.
Veja a galeria [crédito: cedidas à Rádio Vale do Minho]
No “Palco da Terra”, instalado no recinto, passaram vários momentos de música popular com a atuação do Rancho Raízes de Castro Laboreiro e do Grupo Etnográfico da Casa do Povo de Melgaço, da Escola de Concertinas de Melgaço, do grupo de rusga Amizades da Gave.
Augusto Canário e Zezé Fernandes avaliaram o talento no Concurso de Quadras e Cantares ao Desafio e apoiar as músicas tradicionais a cappella, pelo Coro Infantil do Centro Catequético Paulo VI.

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]
Também houve espaço para os “Ofícios que falam” onde se demonstrou, a propósito do ciclo da lã, como rapar a ovelha, cardar e fiar; como aprender a enrestar cebolas; a encher chouriços; a escalar uma lampreia; a tecer no tear; a debulhar o milho; a fazer redes para pesca nas pesqueiras; a amassar a farinha para cozer a broa de milho, entre outros.
Veja a galeria [crédito: cedidas à Rádio Vale do Minho]
Os farrangalheiros de Castro Laboreiro também desfilaram pelo recinto e, posteriormente, demonstraram “como fazer os garruços dos farrangalheiros”, a cargo da associação local Raízes de Castro Laboreiro.
A Academia Sénior de Melgaço promoveu momentos de jogos tradicionais, como a corrida do saco, o jogo do pião, a corrida do pneu, berlinde ou o jogo da corda numa interação entre gerações.
Ao som do folclore e etnografia do grupo etnográfico da Casa do Povo, encerrou a primeira edição deste evento que contou com a coordenação do Projeto Raízes, do Agrupamento de Escolas de Melgaço, da EPRAMI – Escola Profissional do Alto Minho Interior, da Santa Casa da Misericórdia de Melgaço, do CLDS 5G de Melgaço e das Termas de Melgaço.


































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