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Valença

Em Valença há um novo (e colorido!) mural que lembra tempos do contrabando [FOTOS]

24 Setembro, 2023 - 12:19

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Circuito de Arte Pública de Valença.

Um novo mural, na Avenida da Juventude, em Valença, não passa despercebido e encanta mesmo todos os que lá passam.

 

Uma obra assinada pela artista Rita Ravasco e que, nota-se desde logo, lembra os tempos das trapicheiras. Mulheres que, nos tempos do Estado Novo, traziam para o lado de cá do rio Minho mercadorias então proibidas por António de Oliveira Salazar.

 

Entre estas, por exemplo, o café. Muito bem retratado neste mural, com os grãos espalhados e um enorme saco representado.

 

“Demorei cerca de uma semana… mas com uma mega ajuda”, contou a artista à Rádio Vale do Minho, destacando sobretudo a frase inscrita numa das extremidades: Hoje atribuímos cor ao que viveu na sombra.

 

Com 34 anos de idade, Rita Ravasco cultiva a paixão pela pintura desde criança. Já tem vários murais espalhados pelo País, de norte a sul.

 

 

 

[Fotografia: Rádio Vale do Minho]

 

 

Este mural faz pare do primeiro Circuito de Arte Pública de Valença.

 

Junta-se a outros dois trabalhos, onde artistas foram desafiados a focar-se em temas da atualidade e identitários da memória e da cidade de Valença com referências à sustentabilidade, à juventude e à igualdade de género.

 

“Pelas reações positivas que temos tido por parte da comunidade, iremos fazer uma segunda edição no próximo ano. Com isto estamos a valorizar espaços que estavam mais degradados e que agora estão decorados sob a temática da idade valenciana”, realçou à Rádio Vale do Minho o Presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira.

 

 

 

[Fotografia: cedida à Rádio Vale do Minho]

 

 

Conforme referido, foram realizados mais dois trabalhos: um no edifício central do Campo da Feira e outro no Centro de Interpretação da Ecopista do Rio Minho.

 

Nuno Alecrim interveio nas faces do edifício central do Campo da Feira, com os traços geométricos e a pintura abstrata que tanto o caracterizam e fala-nos sobre questões ambientais para alertar sobre os erros que temos vindo a cometer como humanidade.

 

 

 

[Fotografia: cedida à Rádio Vale do Minho]

 

 

 

Daniela Guerreiro é uma artista realista que executou um mural no edifício do Centro de Interpretação da Ecopista do Rio Minho, na Ponte Seca. Também este evocativo das memórias das trapicheiras.

 

Também aqui são relembradas as mulheres que, com garra e determinação, de um lado e do outro da fronteira entre o Alto Minho e a Galiza arriscaram a vida no contrabando para garantir o “ganha-pão” das famílias.

 

 

[Fotografia: cedida à Rádio Vale do Minho]

 

 

Todo os trabalhos foram organizados pela associação FomE. A iniciativa foi do Município de Valença.

 

 

[Fotografia capa: Rádio Vale do Minho]

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