[atualizada 24 outubro 16h40 – com posição da coligação O Concelho em Primeiro]
A Comissão Política Concelhia do PS Caminha lamentou esta quarta-feira que o desassoreamento do rio Minho, naquele concelho, não tenha sido abordado na 35ª Cimeira Luso-Espanhola, em Faro.
A cimeira realizou-se hoje, naquela cidade algarvia. Teve como tema Água, um bem comum.
Contou com a presença de 13 ministros portugueses e 12 espanhóis, para além dos Chefes de Governo Luís Montenegro e Pedro Sánchez.
Foram assinados 11 instrumentos de cooperação, entre acordos, memorandos de entendimento e declarações de intenções em áreas como a água, ambiente ou cultura.
“Uma vez mais, o nosso território foi esquecido por parte do Governo de Portugal, a quem competia defender o concelho de Caminha e o estuário do rio Minho”, lamentam os socialistas de Caminha.
“Numa cimeira dedicada aos rios e à água a questão do desassoreamento do rio Minho ficou à margem da discussão e dos entendimentos”, lê-se.
“Não foi por falta de alertas, de avisos, de pedidos quer por parte da Câmara Municipal de Caminha quer por parte dos nossos vizinhos concelhos espanhóis. Não basta falar em relações transfroteiriças e dizer coisas bonitas, quando na prática não se importam com as populações raianas. Perdeu-se uma grande oportunidade para, em conjunto, trabalharmos no desenvolvimento do concelho de Caminha, do Alto Minho e desta região de fronteira”, prossegue o PS Caminha.
“O Governo pode-se ter esquecido de nós, mas nós não nos esqueceremos desta atitude do Governo”, conclui.
Coligação de direita prefere nova ponte
Sobre esta matéria, a coligação O Concelho em Primeiro (PSD/CDS-PP/PPM/Aliança) tem uma visão diferente dos socialistas de Caminha.
“Rui Lages [Presidente da Câmara], tem passado mais tempo a falar mal de um governo que está em funções há 7 meses do que a trabalhar a sério pelo progresso do concelho de Caminha, porque não consegue distinguir as funções enquanto presidente da câmara Municipal da de militante do partido que representa”, lamenta a coligação.
Em comunidado enviado à imprensa, considera esta força política que “o desassoreamento tem que ser tratado pelos governos dos dois países na gestão corrente de manutenções de navegabilidade do Rio Minho. É uma questão que não pode estar à espera de decisões de cimeiras ibéricas. Tem que ser feito porque é responsabilidade dos governos. E neste sentido,
cá estaremos para ajudar e em todos os outros assuntos que sejam em prol do concelho de Caminha”.
A coligação lembra, por isso, a importância de uma travessia rodoviária a unir aquele concelho com os vizinhos galegos de A Guarda.
“Em cimeiras Ibéricas tem que se lutar por uma ligação rodoviária efetiva – uma ponte para o concelho de Caminha. Nesse sentido, a coligação O Concelho em primeiro, irá promover reuniões com responsáveis, mostrar o estudo e trabalho já feito e sensibilizar as entidades para que este assunto seja tema de aprofundamento nas relações entre os governos de Portugal e Espanha”, acrescenta.
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