O cantor Miguel Bravo, que em 2024 ia atuar em Valença e que não o fez devido à sua detenção, foi condenado esta segunda-feira pelo Tribunal de Évora a uma pena suspensa de quatro anos e meio de prisão e ao pagamento de 500 euros de indemnização a uma jovem, por crimes de abuso sexual de menores e pornografia infantil.
O caso remonta a julho de 2024, quando foi detido após denúncia da mãe de uma menor.
De acordo com a acusação, citada pelo Correio da Manhã, o cantor trocou mensagens com a jovem (que tinha 12 anos na altura) e lhe solicitou imagens de carácter íntimo.
Os factos terão tido origem após um convívio entre as famílias e um jantar em janeiro, durante uma festa de Natal de um clube motard em Évora.
Miguel Bravo

[crédito fotografia: DR]
A detenção, ocorrida há dois anos, aconteceu um dia antes da atuação do cantor nas Festas em Honra a S. Bento, em Cerdal, Valença.
Cartaz das Festas em Honra a S. Bento, em 2024

O cantor vinha também sendo acusado de marcar espetáculos em simultâneo e de não comparecer a muitos desses espetáculos.
Desconhece-se se o artista enfrenta alguma acusação neste sentido.
Acabava por não devolver o valor do sinal às organizações dos eventos.
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