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Caminha

Caminha: Três funcionários do Município suspensos por suspeita de desvio de milhares de euros

2 Novembro, 2021 - 17:08

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Em causa estão possíveis crimes de furto, burla informática, falsificação de documento e associação criminosa.

Três trabalhadores do Município de Caminha foram alvo esta terça-feira de um processo disciplinar, tendo sido suspensos “preventivamente” do exercício de funções.

 

O anúncio foi feito pelo Município de Caminha, que vai apresentar uma ” queixa-crime junto das entidades competentes pela possível prática dos crimes de furto, burla informática, falsificação de documento e associação criminosa”.

 

Em comunicado, a autarquia presidida por Miguel Alves (PS) refere que “no passado dia 26 de outubro, foi detetada uma anomalia no processamento dos vencimentos que indiciaram manipulação de dados com o intuito de obtenção de vantagem financeira”.

 

O Município diz ter feito uma primeira avaliação interna com apoio da MEDIDATA (empresa proprietária do sistema de processamento de vencimentos), na qual “foram detetadas anomalias semelhantes, de valores diferenciados, que apontam para a possibilidade de três trabalhadores da Câmara Municipal de Caminha estarem a receber, todos os meses – pelo menos desde setembro de 2019 – transferências mensais de dinheiro da autarquia de montantes muito superiores ao salário realmente devido”.

 

A edilidade dá exemplos: “No mês de setembro, os funcionários terão recebido valores de vencimento indevido de 3.500 euros cada um, no mês de outubro o valor do vencimento indevido foi na ordem dos 1.500 euros para cada um”.

 

“Neste momento, de acordo com as análises preliminares já efetuadas, o prejuízo para o erário público ascende a várias dezenas de milhares de euros”, refere ainda o Município.

 

Face ao ocorrido, o Presidente da Câmara Municipal de Caminha decidiu também “solicitar uma auditoria completa ao sistema de processamento de vencimentos, desde a data de hoje até ao início do mandato autárquico 2009/2013, de modo a que possam ser confirmadas ou descobertas potenciais anomalias não detetadas”.

 

 

[Fotografia: Ilustrativa/DR]

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