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Caminha/Eólicas: “Nada de definitivo foi ou está decidido”, diz Direção-Geral de Serviços Marítimos

18 Maio, 2023 - 17:12

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No distrito de Viana do Castelo, o projeto abrange uma área de 663 quilómetros quadrados de oceano.

A Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM)  esclareceu esta quinta-feira, no Museu Municipal de Caminha, que “nada de definitivo foi ou está decidido e que o esforço será sempre no sentido de encontrar a melhor solução para todas as partes, com destaque para a atividade piscatória”.

 

Em cima da mesa, o projeto do Governo que prevê a criação de cinco áreas de exploração de energias renováveis no mar.

 

No distrito de Viana do Castelo, o projeto abrange uma área de 663 quilómetros quadrados de oceano.

 

No final de cerca de duas horas e meia de reunião, com as associações de pescadores do concelho, o responsável da DGRM, José Simão, (entidade que tem a seu cargo o dossiê) mostrou-se muito agradado.

 

“Saio daqui muito feliz. Foi uma reunião muito construtiva, coordenada pela autarquia de Caminha e também com participação da autarquia de Viana do Castelo. Estiveram aqui as associações de pescadores. O diálogo foi muito interativo, mas sobretudo construtivo. Permitiu-nos a nós perceber as preocupações e também passar o máximo de informação, comunicar a dinâmica do processo para chegar à melhor solução para o país e para esta atividade da pesca”, referiu.

 

No mesmo sentido, o Presidente da Câmara Municipal de Caminha elogiou os pescadores do concelho.

 

“São uma comunidade muito conscienciosa, muito consciente”. Rui Lages defendeu que agora é preciso compatibilizar os interesses.

 

“Um interesse energético, de produção de energias renováveis e de não dependência de outros tipos de energias e de países terceiros e também o interesse que é o económico, da pesca, e das nossas comunidades ligadas à pesca, e temos de encontrar um equilíbrio. E foi isso que os nossos pescadores hoje, aqui, nos disseram: que não são contra, mas precisam de ter as soluções, precisam de ver ou reaver aquilo que é polígono de implantação, por forma a minimizar o impacto nas zonas onde habitualmente pescam”.

 

Rui Lages destacou que, da parte da DGRM, “o que ouvimos é que há uma abertura para continuarmos a trabalhar nesse sentido, mas sobretudo uma abertura para continuarmos a trabalhar em diálogo. Soubemos hoje que haverá estudos socioeconómicos, para termos uma melhor perceção da realidade do nosso território, e estudos ambientais, que nos vão ajudar a tomar as decisões. Foi uma reunião muito positiva para todos, autarquias, pescadores e DGRM”.

 

O Presidente deixou claras as suas prioridades.

 

“O meu compromisso é ser uma voz ativa na defesa dos interesses da nossa população. Nós fomos eleitos para defender o nosso território, a nossa população num todo”, reiterou.

 

“O que hoje aqui vimos foi que os nossos pescadores têm muitas razões: não estão contra o parque eólico, não estão contra as energias renováveis, mas também querem ver soluções que os ajudem a levar para a frente a sua atividade profissional”, acrescentou Rui Lages.

 

Entretanto, José Simão assegurou que haverá mais contactos e mais interações com as atividades envolvidas.

 

“São agora densificados os fatores de perturbação que estes parques poderão ter, e serão feitos os ajustes necessários, com vista a minimizar o impacto nessas atividades. Obviamente que a atividade da pesca nos preocupa muito e será levada em linha de conta como uma prioridade nesta afinação das áreas, que terão de ter caraterísticas muito próprias”.

 

Além disso, disse o diretor da DGRM, “aprendemos com Viana e não há motivo nenhum para que dentro desses parques a pesca seja completamente proibida. Estamos em fase do processo de formalização e auscultação das partes no plano de afetação, que está a ser elaborado – o Governo fixou seis meses, temos um prazo confortável para trabalhar. Em paralelo decorre a avaliação ambiental estratégica, que fará parte do plano de afetação”.

Recorde-se que o Presidente da Câmara de Caminha, Rui Lages, reuniu já com a Secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, em Lisboa, por forma a expor à governante as preocupações da comunidade piscatória do concelho de Caminha, quanto à delimitação das zonas de exclusão para a implementação do parque eólico ao largo da costa de Caminha e Viana do Castelo.

 

Desse encontro ficou também garantida uma linha de diálogo aberta e permanente com o Governo.

 

 

 

[Fotografia: Município Caminha]

 

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