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Autárquicas/Monção: Quase um milhar na Ponte do Mouro com Barbosa

23 Agosto, 2021 - 08:55

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Apenas se ouvia o som do bater das folhas, nas árvores. Quase mil pessoas fizeram este domingo, ao final da tarde, um minuto de silêncio na Ponte do Mouro, freguesia de Barbeita, em Monção, em memória das vítimas mortais da COVID-19. No centro da multidão, o candidato à Câmara Municipal pelo PSD, António Barbosa.

Eram 18h08. Emocionado, o atual presidente de Câmara fez questão de recordar o sogro. Uma das 44 vítimas mortais que a pandemia provocou neste concelho. Era um dos maiores produtores de Alvarinho da região.

 

 

Olegário Gonçalves: “O António sente Monção”

 

 

No total, 674 lugares sentados. Todos distanciados e ocupados. A afluência à Ponte do Mouro foi de tal ordem que quase duas centenas tiveram de ficar em pé. Quatro anos depois, Barbosa voltava a apresentar-se aos monçanenses na corrida à Câmara Municipal.

As recomendações da Direção-Geral da Saúde iam sendo cumpridas à risca. Tanto à entrada como à saída do recinto.

No centro, lá estava a passerelle com o enorme ecrã LED ao fundo. Não tardou até fazer ouvir-se o tema Intro, dos XX. Poucos conhecem a banda, mas a música tornou-se já identitária do candidato social-democrata. É a “música do Barbosa“, dizem muitos.

A partir das colunas, ouviu-se o nome do presidente da Comissão Política Distrital do PSD, Olegário Gonçalves. Foi o primeiro a subir ao palco.

Sem poupar elogios ao atual presidente da Câmara, o dirigente social-democrata, também vereador na Câmara dos Arcos de Valdevez, recordou um episódio ocorrido em 2019 durante o concurso 7 Maravilhas Doces de Portugal. Os Charutos dos Arcos tinham conseguido o apuramento direto para a semifinal. As Roscas de Monção ainda estavam na corda bamba.

“Estávamos os dois em Viana do Castelo e eu senti que ele ficou com uma enorme tristeza. Eu senti que ele queria passar já naquela fase. Mas até aí se nota o quanto António Barbosa gosta de Monção”, contou. “Nesse dia ainda lhe liguei e ele disse-me que continuava muito mal disposto por não ter passado à fase seguinte. E eu disse-lhe que ele iria passar… que iria ser repescado… e que os Arcos de Valdevez e Monção iriam estar entre as 7 Maravilhas Doces de Portugal“.

Assim aconteceu. “E é por isso que sei o quanto o António sente Monção. Seja no turismo, na gastronomia, nas obras. É um presidente próximo que está sempre disponível para resolver os problemas dos monçanenses”, assegurou. Longo aplauso para o dirigente laranja.

 

 

Armando Fontainhas: “Estamos hoje aqui porque muito falta fazer”

 

 

Seguiu-se o cabeça-de-lista à Assembleia Municipal. Logo no imediato, Armando Fontainhas destacou “a obra feita” durante quatro anos. “Só um cego é que não vê! E um cego aqui não é aquele que não vê mas aquele que não quer ver!”, exclamou.

Passou em revista vários momentos que considerou marcantes ao longo dos últimos quatro anos. “Muito foi feito! Muito mesmo. Mas estamos hoje aqui porque muito falta fazer. Porque o António tem vontade de fazer mais. Porque uma equipa jovem, renovada, muito mais vai fazer”, assegurou.

“Monção merece mais. Porque os monçanenses precisam e para que os nossos filhos tenham aqui o seu futuro. Temos um líder e uma grande equipa tanto na Câmara como na Assembleia Municipal”, prosseguiu. “Temos uma estratégia vencedora com provas dadas. Porque Monção tem futuro”, concluiu o candidato ao som de um longo aplauso pela multidão.

 

Barbosa entrou com o cofre

 

Chegou então a vez do homem da tarde. A equipa de candidatos a vereadores já o esperava em palco. Pelo ar soavam os acordes da Intro. Munido do já visto (em 2017) headset, António Barbosa saudou novamente a imensidão de gente que o aplaudia em pé.

O candidato não perdeu tempo. Puxou para cima da passerelle o cofre do Município. “Pouco tempo depois de entrarmos começaram as obras. E muita gente começou a questionar se tínhamos descoberto petróleo na praça ou em alguma freguesia do nosso concelho”, contou.

“Não. Não aconteceu nenhum milagre da multiplicação e também não aconteceu a desgraça financeira que outros tentaram vender”, atirou Barbosa desmistificando a ideia de bancarrota do Município. “Eu vou dizer-vos agora qual é a bancarrota do Município”.

Sacou da máquina de calcular. “Quando entramos no Município, foi-nos deixada uma dívida bancária de 5.860.144,63. Em quatro anos, deixamos o Município de Monção com uma dívida de 4.522.588,66”, recordou. No entanto, a isto somam-se “dívidas transitadas da antiga governação [PS]”. Nomeadamente o VITIS (721 mil euros); Brentagg (364 mil euros); Grayto (44 mil euros) e Imposto Municipal de Transmissões (873 mil euros)”.  Tudo somado, são mais de dois milhões de euros.

“Uma redução de dívida superior a três milhões de euros. Esta governação rigorosa vai permitir que aquilo que vocês viram neste primeiro mandato seja uma amostra à beira do que vai ser a governação dos próximos quatro anos! Não tenham dúvidas absolutamente nenhumas!”, garantiu Barbosa.

 

 

“Aquilo que viram no mundo rural vai ser duplicado”

 

 

Barbosa virou para as reuniões de Câmara e Assembleias Municipais que passaram a ser descentralizadas. “Durante dois anos [antes da pandemia], de 15 em 15 dias, eu passava o dia numa freguesia e à noite lá reuníamos. Não acabaram! Enquanto eu for presidente de Câmara elas vão continuar”, afirmou.

Desfilaram mais números. Mais um compromisso realizado, que foi o “aumento das verbas para as freguesias”. Foram alcançados os 2 milhões de euros anuais.

Foi então que Barbosa fez questão de derrubar mais um mito: o de trabalhar mais o centro da vila do que as freguesias limítrofes. “Na vila de Monção, aquelas obras que vocês vêem lá hoje custaram 1.800.000 euros. Feitas com fundos comunitários que apenas servem para obras dentro da área de reabilitação urbana. Vão custar zero euros aos cofres de Monção”, lembrou. Em contrapartida, disse, só na estrada de Ceivães-Riba de Mouro, numa outra em Merufe e na que vai de Merim até Tangil  “está tanto dinheiro como aquele que foi investido na vila de Monção durante os quatro anos”. Longa ovação para o candidato social-democrata.

Lembrou saneamentos. Investimentos em águas. “Loteamentos que fizemos quer em Sago, quer em Riba de Mouro para resolver o problema de fixação de jovens naquelas freguesias”.

“Aquilo que vocês viram no mundo rural nos últimos quatro anos – e foi muito! – vai ser duplicado”, garantiu António Barbosa. “Mais investimento porque continuo a acreditar no mundo rural e é por lá que passa o futuro do concelho de Monção!”. Mais um aplauso para o candidato.

 

 

“Vamos continuar a gastar na Educação, porque não se gasta! Investe-se!”

 

 

Chegou a vez da ajuda dada às famílias. Barbosa lembrou os 5% da devolução do IRS “e não é por acaso que Monção foi reconhecida no ano passado como primeiro e único Município do Alto Minho familiarmente responsável”. E isto, para o candidato laranja, significa que “Monção é hoje reconhecida pelas medidas que apoiam as famílias”. “Mas queremos fazer muito mais e tornar Monção um concelho de referência distrital, mas também naturalmente nacional!”.

Na Educação, Barbosa contou que o custo com gás natural era quase inexistente em 2017. Porquê? “Porque, por exemplo, na Escola José Pinheiro Gonçalves não se ligava o gás. Mas passados seis meses a um ano, as despesas correntes da Câmara naturalmente que começaram a aumentar”, prosseguiu.

“Começamos a colocar gás natural nas escolas e a ter as salas aquecidas. Começamos a meter ar condicionado nas salas. A criar condições em todas as escolas. As despesas correntes naturalmente começaram a aumentar… mas isso vai continuar!”, exclamou Barbosa.

“Hoje o Município de Monção gasta seis vezes mais em gás do que gastava antes de nós chegarmos à Câmara em 2017. E vamos continuar a gastar, porque na educação não se gasta! Investe-se! E isto é a grande diferença na forma de fazer política”, disse Barbosa perante um mais um caloroso aplauso.

Destacou ainda obras de 400 mil euros num Parque Escolar, sem amianto. Apontou a gratuitidade dos transportes escolares. “Vamos reforçar fortemente o investimento nas escolas. Seja em obras, seja em adaptações aos novos tempos” e assegurou que “nos próximos dois anos, Monção vai estar coberta de fibra ótica nas 33 freguesias”. Aplausos.

 

 

“Política é feita de pessoas para as pessoas”

 

 

Na Ação Social, o candidato social-democrata enalteceu o nome de João Oliveira, vice-presidente da Câmara e vereador com o pelouro referente àquela área. Destacou o projeto Casa Feliz que visa dar maior dignidade às habitações do concelho. Sem mediatismos. “Ninguém sabe de alguma fotografia ou de uma única casa que tenha sido reabilitada”, sublinhou. “Porque a política é feita de pessoas e tem de ser feita para as pessoas!”, exclamou o candidato perante estrondoso aplauso.

Referiu as intervenções feitas nos bairros sociais do concelho. Entre mudanças de telhados e outros apoios, “o nosso objetivo é fazer com que Monção seja um território cada vez mais solidário. Cada vez mais coeso e esse é mais um compromisso que hoje também aqui deixo”.

 

 

“Temos a maior Wine Party de Portugal”

 

 

Virou para a cultura, sobretudo para a popular. “Num ano e meio de pandemia, mantivemos todo o apoio que dávamos às associações e coletividades do concelho. Nós contamos com as associações e coletividades do concelho! São – e não tenham dúvidas – essenciais para o futuro do concelho e para a nossa economia local”, considera Barbosa.

Lembrou os dois novos museus: o Monção&Memórias e o Alto Minho 4D.

Já no campo do Turismo, Barbosa iniciou desde logo com os dois prémios das 7 Maravilhas conquistados em 2018 e 2019. Virou para o Parque das Caldas e debruçou-se sobre a mudança da Feira do Alvarinho das muralhas para a margem do rio Minho.

Meio mundo iria afogar-se no Parque das Caldas”, ironizou. “Temos muito o hábito de, sempre que há uma mudança, ainda nem vimos o que aconteceu e já estamos a criticar. Depois passou-se a Feira e já passou a ser a melhor Feira do mundo… e é! Neste momento podemos dizer que temos hoje a maior Wine Party de Portugal”, congratulou-se Barbosa ao som de mais um aplauso.

A inovação da prova noturna do Rali à Lampreia também não foi esquecida pelo candidato. “Foi uma noite em que toda a gente ganhou dinheiro passando pela restauração, cafés, até à hotelaria”, referiu.

 

“Mostramos que é possível fazer muito diferente”

 

 

Para o fim, António Barbosa deixou um dos itens basilares da candidatura: emprego. Recordou de imediato a chegada do ISQ a Monção. “É a primeira e única empresa de emprego qualificado no concelho que hoje emprega 20 engenheiros e que nos próximos três anos terá 50 engenheiros a trabalhar em Monção”, disse.

Mas há também a Sergalpo, empresa de componentes para a indústria automóvel. “Vai abrir em Novembro e será a maior empresa empregadora do concelho com 300 trabalhadores no Parque Industrial da Lagoa. Efetivamente, trabalhou-se muito pouco na área do emprego”, disse o candidato com ironia. Recordou a futura incubadora de empresas de Monção.

“Durante os últimos quatro anos, mostramos (para aqueles que não acreditavam) que é possível fazer muito diferente. Está à vista na nossa governação”, disse Barbosa.

“Governamos de forma dedicada e apaixonada o nosso território. Porque não há outra forma de estar nos projetos autárquicos. Ou amamos muito a nossa terra ou então ficamos pelo caminho”, disse. “Hoje ninguém tem dúvidas de que o caminho do futuro passa por aqui. Conto convosco! Sabeis que podeis contar comigo”, concluiu Barbosa ao som de uma longa ovação.

As próximas eleições autárquicas estão marcadas para 26 de setembro.

 

Veja a nossa galeria de fotos:
[Fotografias: Rádio Vale do Minho]
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Tópicos:

#Autárquicas 2021

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