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Minho

Aprovados 35 milhões de euros do actual QREN para a modernização da Linha do Minho

3 Dezembro, 2013 - 08:25

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A modernização da Linha do Minho, entre Nine e Valença, para a operação do comboio Alfa Pendular Lisboa-Vigo, na Galiza, em quatro horas, vai iniciar-se a curto prazo. A Unidade de Gestão do Programa Operacional de Valorização Territorial (POVT) aprovou o financiamento da obra, que vai contar nesta primeira fase com 35 milhões de euros

A modernização da Linha do Minho, entre Nine e Valença, para a operação do comboio Alfa Pendular Lisboa-Vigo, na Galiza, em quatro horas, vai iniciar-se a curto prazo. A Unidade de Gestão do Programa Operacional de Valorização Territorial (POVT) aprovou o financiamento da obra, que vai contar nesta primeira fase com 35 milhões de euros

Se esta tranche é proveniente ainda do actual Quadro de Referência Estratégico Nacional, os restantes 65 milhões de euros que o projecto prevê serão assegurados pelo novo pacote financeiro, denominado Portugal 2020, e que reserva para Portugal 26,7 mil milhões de euros.

A informação foi avançada esta segunda-feira em Santiago de Compostela pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Emídio Gomes, no final de um encontro com o presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñes Feijóo, que se congratulou com o arranque daquela obra ainda durante o primeiro semestre de 2014.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da comissão disse que “o POVT confirma que aprovou a candidatura da REFER em duas fases – esta primeira já de imediato”. Revelou depois que o Governo português “decidiu já notificar a Comissão Europeia de que se trata de um grande projecto, uma vez que o investimento total previsto ultrapassa os 50 milhões de euros, reservando já o objectivo de garantir 65 milhões no próximo quadro comunitário de apoio”. Um projecto desta dimensão, refira-se, implica procedimentos administrativos muito complexos.

“O Governo português honrou o seu compromisso e, desta vez, fez aprovar no POVT a verba de 35 milhões. A verba está disponível para a Refer, que agora só tem de avançar com a obra”, acrescentou. “Eu tinha o compromisso de trazer aqui – ao primeiro encontro oficial entre as duas presidências no território da euro-região – uma data e uma solução”, declarou Emídio Gomes, sublinhando que “o que é bom é que estão 100 milhões politicamente consignados”.

Para além da retificação do traçado, da electrificação e sinalização, o projecto implica a duplicação da linha numa determinada extensão que o presidente da CCDRN não especificou, remetendo todos os esclarecimentos de âmbito mais técnico para a Refer, que é a responsável pelo projecto. Recentemente, o presidente da Refer, Rui Loureiro, afirmou que o projecto de modernização da Linha do Minho tem um prazo de execução de 30 meses, prevê a electrificação dos seus 96 quilómetros de extensão e a construção de estações técnicas para cruzamento de comboios com 750 metros.

O avanço da primeira fase do investimento na modernização da Linha do Minho tem de estar concluído até final de 2015, os restantes 65 milhões serão investimento numa segunda fase do projecto que, nas previsões do líder da CCDRN, estará concluído em finais de 2017.

No primeiro encontro oficial entre as duas presidências no território da euro-região – os dois já tinham estado juntos em Bruxelas – o presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte e o presidente da Junta da Galiza abordaram também questões relacionadas com o comboio “Celta”, que diariamente assegura a ligação entre Vigo e o Porto. Emídio Gomes prometeu “novidades dentro nas próximas semanas” sobre este meio de transporte, que não faz paragens entre Porto e a Galiza.

Há várias cidades a reclamar paragens intermédias ao longo do percurso do “Celta”, mas este dossier ainda não está fechado. “Estamos a ver o modo de funcionamento do actual comboio e vai haver mudanças em breve, mas por razões de cortesia diplomática combinamos que não anunciávamos hoje”, acrescentou Emídio Gomes. “o comboio ‘Celta’ não é de Portugal é dos dois países. Seria indelicado eu estar a dizer aqui o que é que vai acontecer sem do lado espanhol validarem”.

FOTO: Público

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