A Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncira, em Caminha, mostrou-se este domingo indignada com aquilo que considera que “não é apenas falta de respeito pelo espaço público”, mas também “um atentado à saúde pública, ao ambiente e à imagem da nossa terra”.
Junto a um dos contentores da freguesia, surgiram paletes espalhadas e, entre outros materiais, um sofá.
A agravar a situação, dentro de um dos contentores foram depositados vários peixes.

[crédito fotografia: JF VP Âncora]
“Num momento em que tanto se fala da limpeza urbana e da necessidade de preservar a nossa freguesia, estas atitudes revelam uma enorme falta de consciência e de responsabilidade. O mais triste é saber que muitos destes atos são praticados por quem é da nossa terra, por ancorenses que deveriam ser os primeiros a dar o exemplo. Outros poderão ser cometidos por quem nos visita, mas isso não desculpa nem diminui a gravidade do problema”, considera a Junta.
“Quem ama verdadeiramente a sua terra não a transforma num depósito de lixo. Quem sente orgulho em Vila Praia de Âncora cuida dela, respeita-a e ajuda a preservá-la para todos. Não podemos exigir uma vila limpa, bonita e acolhedora se continuarmos a fechar os olhos a comportamentos como estes”, lê-se.
“O civismo não é apenas um direito, é um dever de cada um de nós. Se alguém tiver conhecimento de quem pratica este tipo de atos, deve comunicá-lo às autoridades competentes. Denunciar não é «fazer queixa», é proteger o bem comum e contribuir para que quem insiste em desrespeitar a comunidade seja responsabilizado”, recomenda.
Abandonar lixo volumoso na via pública é estritamente proibido e punível por lei em Portugal, constituindo uma contraordenação ambiental.
É também, em Portugal, expressamente proibido a peixarias, talhos ou restaurantes colocar os seus resíduos orgânicos específicos nos contentores urbanos normais da via pública.
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