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Alto Minho

Alto Minho: Mulheres socialistas culpam PCP e BE pela crise política que o País atravessa

6 Novembro, 2021 - 22:24

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Iniciativa contou também com a presença de Miguel Alves e de José Manuel Carpinteira.

As mulheres socialistas do Alto Minho consideram que PCP e Bloco de Esquerda são os responsáveis pela crise política em que o País se encontra.

 

Num jantar solidário realizado esta sexta-feira, em Monção, boa parte das conversas à mesa debruçaram-se – evidentemente – sobre as eleições legislativas já marcadas para 30 de janeiro do próximo ano.

 

Sobre a vitória do PS, obviamente que ninguém mostrou dúvidas. “Muito confiante. Sempre confiante e desta vez com maioria absoluta!”, disse Sandra Vieites, presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Viana do Castelo.

 

Bem mais crítica aos partidos à esquerda foi Fátima Esteves Pereira, presidente da Assembleia Municipal de Melgaço.

 

“Acho que o PCP e o Bloco de Esquerda desistiram muito rápido. Provavelmente terão pensado que depois do chumbo do orçamento iria haver um outro orçamento e que não iríamos para eleições”, disse a autarca socialista considerando mesmo que estes dois partidos acabaram “atrapalhados” com este cenário de eleições.

 

“Sabem perfeitamente que vão sair prejudicados e quem vai beneficiar com isto, na minha opinião, são o PS, o PSD e o Chega”, antevê a autarca melgacense frisando que “isto era evitável”.

 

“Estamos a sair de uma crise de saúde, de uma crise económica e agora entramos numa crise política. Podiam ter pensado em primeiro no interesse dos portugueses”, lamentou.

 

Em total sintonia, Anabela Rodrigues, deputada pelo PS na Assembleia da República eleita por Viana do Castelo, lembrou de imediato que “este era um bom orçamento”. Para a parlamentar, “os culpados são aqueles que os chumbaram”.

 

“Este não era um bom momento para irmos a eleições. Um momento em que o país precisa de recuperar e temos agora de estar mais alguns meses à espera”, lamentou. “O PCP e o Bloco de Esquerda desiludiram. Até à última da hora ainda contei que alguém pusesse a mão na consciência… mas não foi o caso”.

 

 

Homens também chumbam PCP e BE

O presidente da Federação Distrital do PS de Viana do Castelo também marcou presença neste jantar. Sem hesitar, Miguel Alves lamentou o chumbo do orçamento apresentado pelo PS e também soube a quem apontar o dedo.

 

“O País precisava de estabilidade política, dado que estamos a sair de um momento muito difícil da nossa História. Um momento que provocou fissuras do ponto de vista social e económico. Acho que ninguém entende porque é que no meio desta loucura toda alguém teria de criar agora um problema político e lançar o País para eleições, criando um hiato que poderá ser o maior de sempre na democracia portuguesa”, referiu o também presidente da Câmara de Caminha.

 

Pragmático, Miguel Alves apontou baterias à esquerda. “Julgo que todos percebemos aquilo que aconteceu. É óbvio que a responsabilidade pelo chumbo do orçamento é do Bloco de Esquerda e do PCP”, atirou.

 

 

 

 

Jantar solidário organizado pelas Mulheres Socialistas do distrito de Viana do Castelo juntou mais de 100 participantes
[Fotografias: Rádio Vale do Minho]

 

 

 

 

Carpinteira: “Se há culpados são os partidos de esquerda”

José Manuel Carpinteira, presidente da Câmara de Valença e antigo deputado pelo PS na Assembleia da República, marcou também presença neste jantar. Aos microfones da Rádio Vale do Minho, o autarca socialista lamentou o chumbo do “orçamento mais à esquerda dos últimos anos”.

 

“Julgo que o PCP e o Bloco de Esquerda tinham a obrigação de aprovar (viabilizar) este orçamento. Foi com alguma surpresa que vimos o PCP chumbar este orçamento”, disse Carpinteira. “Se há culpados, são os partidos de esquerda que até agora sempre estiveram ao lado do Governo”, concluiu.

 

 

Mais de uma centena pela Liga Portuguesa Contra o Cancro

Conforme foi referido, este foi um jantar solidário de angariação de fundos que reverteram a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC). À Rádio Vale do Minho, Sandra Vieites mostrou-se muito satisfeita com a adesão. Mais de uma centena de pessoas na sala.

 

“Sala completamente cheia, como pode ver. Temos aqui militantes e simpatizantes do partido… homens e mulheres com o objetivo de contribuir para esta causa”, enalteceu a dirigente socialista.

 

A representar a LPCC, marcou presença a Coordenadora do Departamento de Educação para a Saúde, Cristiana Fonseca, que saudou também a moldura humana que ali se juntou.

 

“A comunidade é, efetivamente, quem nos ajuda. Vir a Monção e ver esta quantidade de pessoas a responder a um apelo solidário, é sempre motivo de grande gratidão por parte da LPCC”, apontou.

 

 

[Fotografia: Rádio Vale do Minho]

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