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Alto Minho

Alto Minho: “Eu vi um OVNI à minha frente… na A3!”

1 Junho, 2023 - 00:43

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“O disco girava sobre si próprio. Estava a emitir um feixe de luz cónico sobre a estrada”.

Marisa Alves, empresária de Valença, viveu no dia 1 de junho de 2004 um episódio que a marcou “para sempre”.

 

Regressava a casa de carro, com uma amiga, ambas então ‘na casa dos 20 anos’, quando algo extraordinário aconteceu.

 

Uma estrutura de “enormes dimensões, em forma de disco”, surgiu de repente e atravessou-se à frente da viatura.

 

“Eu e a minha amiga frequentávamos um curso de formação em Ponte de Lima. Ela é de Monção e estava a dar-me boleia até Valença. Vínhamos pela A3 e eram cerca das 23h30″, contou Marisa à Rádio Vale do Minho.

 

Ao passar na zona de Cepões, em Ponte de Lima, sucedeu o impensável.

 

“Eu custa-me dizer isto, mas aquilo era uma nave espacial! Eu vi um OVNI à minha frente na A3”, prosseguiu.

 

Segundo a empresária, a estrutura “era enorme”.

 

“Tinha a forma de um disco achatado. Veio da direita. Estava a pouco mais de 30 metros de nós e estagnou por cima da faixa de rodagem… a flutuar”, descreveu.

 

Vale recordar que estávamos em 2004. Os telemóveis que tiravam fotografias ainda estavam a preços elevados, e a qualidade de imagem não era a que existe hoje.

 

 

Segundo Marisa Alves, o objeto apareceu neste troço da A3

[Fotografia: Google Maps]

 

 

Aspeto do troço em que o episódio descrito aconteceu

[Fotografia: Google Maps]

 

 

 

Sem reação

A amiga de Marisa optou por encostar o carro na berma da A3.

 

“O disco girava sobre si próprio. Estava a emitir um feixe de luz cónico sobre a estrada e ouvia-se um zumbido provavelmente vindo de toda aquela rotação que ele efetuava sobre si mesmo”, continuou Marisa.

 

Sem reação, as duas amigas continuaram dentro do carro a observar aquela luz branca.

 

“Não havia trânsito àquela hora. Não passou nenhum carro. Aquele objeto gigantesco e cinzento era seguramente algo que não foi feito no nosso planeta”, recordou.

 

Deixaram de ter noção do tempo.

 

“Talvez tenha sido um quarto de hora. Nós ficamos ali as duas frente a frente com o disco a fazer aquele movimento giratório e com a luz cónica projetada por toda a faixa de rodagem da A3. Essa luz não chegava até nós”.

 

E havia alguma zona aberta no disco? “Não. Todo ele fechado. Opaco. Até mesmo na zona que projetava a luz cónica. Nada a ver com os filmes! Não havia qualquer buraco aberto na base do disco”

 

Passado o tal “quarto de hora”, o objeto mudou o comportamento.

 

“Começou a deitar uma espécie de fumo e, lentamente, ganhou altitude. E desapareceu nos céus noturnos”.

 

 

 

Encontro Imediato de Primeiro Grau

Pelo relato feito, Marisa Alves tinha acabado de viver aquilo a que se chama um Encontro Imediato de Primeiro grau, na escala de Hynek. Acontece quando sucede “um avistamento de um ou mais objetos voadores não identificados” [exemplo: discos voadores; objetos voadores não identificáveis como feitos pelo homem].

 

Esta escala está dividida em sete graus sendo que, por exemplo, o Zero Grau equivale ao avistamento de “luzes misteriosas a grandes distâncias” e o Segundo Grau, para além da observação de um OVNI, corresponde já a “calor ou radiação; danos no terreno; círculos nas plantações; paralisia; animais assustados; interferência no funcionamento de máquinas; perda de memória associada a este encontro”.

 

Nenhum destes sinais foi registado neste episódio descrito pela empresária.

 

“Os nossos telemóveis, o carro, o rádio… tudo funcionava normalmente após aquilo ter ido embora”, continuou Marisa Alves.

 

 

 

Pacto de silêncio

Embora a vontade fosse mais do que muita, as duas amigas combinaram não contar a ninguém o que tinham visto naquela noite.

 

“Claro que ainda estivemos a falar uma hora à porta de minha casa ainda incrédulas. Iam todos achar que estávamos malucas. O melhor mesmo era manter o silêncio”.

 

Talvez tenham alucinado. Mas a manhã do dia seguinte traria outra surpresa.

 

 

 

Fenómeno visto em todo o País

A imprensa, sobretudo a radiofónica e televisiva falaram de um “objeto luminoso” avistado não apenas no Alto Minho, como em todo o País.

 

Em direto de Alcácer do Sal, a TVI ouviu vários populares que testemunharam uma “luz” que “fez fumo a subir” e “despareceu no céu” pelas 23h00.

 

 

Veja a reportagem televisiva AQUI [clique para abrir].

 

 

 

“Passamos por tolinhas

No Alto Minho, Marisa Alves e a amiga concluíram que não tinham tido qualquer alucinação.

 

“As pessoas viram ao longe. E nós tivemos a sorte ou o azar de ver ao perto”.

 

Posto isto, decidiram contar a experiência na A3 a alguns amigos.

 

“Claro que não acreditaram. Passamos por tolinhas e por passadas da cabeça”, recordou.

 

“Com o tempo e perante a nossa convicção, algumas pessoas acreditam hoje que estamos mesmo a dizer a verdade. E estamos”.

 

 

 

“Às vezes pergunto-me o que teria acontecido”

Para as duas alto-minhotas, a resposta à questão «Estamos sós no Universo?» está dada. Foi respondida ali, na A3.

 

Mas o que quereriam eles? “Não sei. Talvez quisessem raptar-me a mim e à minha amiga. Às vezes pergunto-me o que teria acontecido se tivéssemos avançado com o carro para a zona abrangida pela luz cónica que vinha do disco”.

 

Entretanto o País ia falando do assunto e tentando explicar.

 

 

As explicações

“O fenómeno luminoso avistado nos céus terça-feira, em vários pontos do país, pelas 23h30, pode não passar do reflexo dos painéis solares dos satélites Iridium”, noticiou o jornal Público dois dias depois do evento, a 3 de junho.

 

A teoria foi enunciada pelo astrónomo José Matos, da Universidade de Aveiro, que registou a coincidência temporal entre os avistamentos e as previsões para a visibilidade desses clarões.

 

“A grande maioria dos casos de OVNI são explicados. Mas sobra sempre um por cento que não se conseguem explicar por fenómenos atmosféricos ou astronómicos. Isto não quer dizer que sejam discos voadores – são apenas objectos não identificados”, comentou àquele jornal Rosa Doran, do Núcleo Interactivo de Astronomia.

 

José Afonso, astrónomo do Observatório Astronómico de Lisboa, partilha desta visão.

 

“A explicação dos paineis solares parece provável, mas não explica os relatos de fumo, os alvos detectados nos radares e o movimento ascentente”, referiu.

 

Confrontada com estas tentativas de explicação, Marisa Alves concluiu de forma simples.

 

“Pois. Só que o que nós vimos na A3 não foram só luzes… nem só fumo”.

 

Até hoje, ainda ninguém conseguiu explicar totalmente o que aconteceu em Portugal na noite de 1 de junho de 2004.

 

Mais de 200 avistamentos nos EUA num ano

Nos Estados Unidos da América, segundo a CNN Portugal, um novo relatório divulgado este ano refere que o número de avistamentos de OVNIs aumentou drasticamente entre março de 2021 e agosto de 2022, período durante o qual foram reportados 247 novos avistamentos.

 

A maioria desses reportes proveio de pilotos ou de outras pessoas que trabalham para a Marinha e para a Força Aérea dos EUA.

 

O relatório sugere que este crescimento de avistamentos pode ser resultado de existir agora um menor estigma associado à comunicação de tais avistamentos, e também de mais orientação do Pentágono para relatar “anomalias” no céu. 

 

 

 

[Fotografia capa: Ilustrativa/DR]

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