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Galiza

Vigo: Amolador aparece nas ruas e surpreende o povo [VÍDEO]

13 Dezembro, 2025 - 00:52

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Ofício em extinção.

É um ofício quase extinto. Vê-los é, por isso, uma raridade. Esta sexta-feira, em Vigo, na Galiza, surgiu aquele que será um dos últimos amoladores da Península.

 

Conforme conta o jornal Atlántico, o som inconfundível da sua flauta trouxe gente às janelas. Muitos completamente incrédulos com o que viam.

 

Naquele momento, foram muitos os que – ainda que por breves instantes – regressaram aos tempos da infância, em que este negócio proliferava em várias localidades.

 

 

 

 

 

 

Rádio Vale do Minho falou com um dos últimos de Portugal

Foi no passado mês de janeiro que a Rádio Vale do Minho falou com aquele que será um dos últimos amoladores portugueses.

 

Esteve em Caminha. Chama-se António Loureiro. Tem 61 anos.

 

Natural de Montermor-o-Novo, distrito de Évora, António Loureiro é conhecido em muitas terras pelo nome de Alentejano.

 

“Tenho aqui [em Caminha] clientes há muitos anos”, contou à Rádio Vale do Minho.

 

Montado na sua bicicleta, que é a sua mesa de trabalhopedalou em seco para fazer mover o esmeril. 

 

Afiou facas, tesouras e até guarda-chuvas.

 

António, que já faz isto há 45 anos, herdou a arte do pai e do avô. Não é casado, mas tem dois filhos.

 

“Penso que esta profissão vai acabar. Os meus dois filhos não querem seguir”, disse.

 

Tem dois irmãos que também são amoladores. Um é mais velho. O outro é dois anos mais novo.

 

Ao volante da sua carrinha, percorre o País todo.

 

“Só não vou ao Algarve. Os algarvios são muito agarrados, disse-nos com uma gargalhada a lembrar a velha rivalidade entre províncias.

 

 

[crédito fotografia: Rádio Vale do Minho]

 

 

Não pensa nem nunca pensou mudar de ramo.

 

“Vou até onde puder andar. Gosto muito desta profissão. Já faço isto há muitos anos e faço-o com muito amor e carinho”, concluiu.

 

 

 

[crédito fotografia capa: jornal Atlántico]